Rebeca Vasconcellos Prado Eu estava na sala, deitada no tapete, com a Luna rindo alto enquanto eu fazia cócegas na barriguinha dela. A risada da minha filha era o som mais lindo do mundo, capaz de curar qualquer dor, apagar qualquer cicatriz — mesmo aquelas que ainda insistem em sangrar por dentro. Ela tinha os olhos do pai. E quando sorria... parecia que o mundo parava só para admirar. Foi nesse instante que ouvi o barulho da chave na porta. — Cheguei, minhas meninas. — A voz grossa e quente de Alessandro preencheu o ambiente antes mesmo da presença dele invadir a sala. A Luna soltou um gritinho animado, batendo as mãozinhas no ar. Eu me virei com um sorriso e vi aquele homem — o meu homem — entrar, todo arrumado, perfumado e com aquele olhar de quem tava escondendo alguma coisa. E

