Rebeca Vasconcellos Prado Oito meses. Oito. Meses. Se alguém tivesse me dito, lá atrás, naquele quarto escuro, que eu chegaria até aqui com vida… e com amor… eu teria rido. Hoje eu rio também. Mas com uma mão sobre a barriga e a outra segurando a de Alessandro no elevador. Voltamos para a cidade há algumas semanas. O chalé ficou pra trás — Aquele lugar isolado onde ele me escondeu. Onde eu me escondi do mundo. Onde ele jurou que ia me proteger, e cumpriu. Agora estamos aqui. Num apartamento enorme, com vista para ponte, e cheiro de café forte pela manhã. E antes que você pense… Não, não é o meu antigo apartamento. Eu queria ter voltado para lá. Mas Alessandro… não deixou. Não porque eu pedi. Mas porque Alessandro impôs. Do jeito bruto, possessivo e deliciosamente inegoci

