Rebeca Vasconcellos Prado Era pra eu estar dormindo. Mas ele saiu do banho com a toalha pendurada na cintura… e o sono? Evaporou. Fiquei deitada ali, calada, olhando cada centímetro dele. A água ainda escorria pelo abdômen trincado, pelas costas largas, pelos braços fortes — e pelas veias saltadas que eu já tinha sentido pulsarem quando ele segurava meus quadris com fome. Ele foi até a cômoda, pegou a cueca, começou a se vestir e… Parou. — Tá me olhando como se fosse cometer um crime. Sorri. — Talvez eu cometa. Ele virou o rosto, os olhos me fuzilando de canto. A cueca agora já tava no lugar. Mas o resto? Ainda exposto demais pro meu próprio bem. — Não se esqueça que eu sou delegado. — ele murmurou. — Eu tenho algemas. — Isso não ajuda, Alessandro. Ele gargalhou. Colocou

