Alguns dias depois...
Lobão: que cara é essa?- pergunta enquanto dirige na direção do supermercado da pista.
Eu: seu amigo- falo e ele da risada.
Lobão: eu te falei que ele me ouve, agora você tem a sua liberdade provisória.
Eu: mas ele tá chato para c*****o, toda hora me tocando, me beijando, querendo me levar para a cama, me dá náusea - falo fazendo careta.
Lobão: Rebequinha, com todo respeito, se eu fosse casado com você também ia ficar querendo te pegar toda hora, acho que ele ainda tá mole, se você fosse minha mulher Rebecca, uns dois pivete a gente já tinha, mas claro, tratamento ia ser diferente - fala e eu dou risada alto.
Eu: eu te acho engraçado demais - falo e ele dá de ombros.
Lobão: tô sendo sincero só, com todo respeito porquê você sabe que eu te respeito para c*****o, mas p***a, você é gostosa pra c****e, tu é legal, a gente tem a mesma vibe, se fosse em outra situação eu ia tentar a sorte com você de boa- fala e eu dou risada.
Eu: aí aí senhor Hugo- falo ainda rindo.
Lobão: e outra, antes de reclamar, agradeça que enquanto o Polegar não arruma ninguém de confiança para ficar na sua segurança, eu que tô na função - fala e eu dou de ombros.
Eu: engraçado, você é o braço direito dele e vive como minha babá - falo ele confirma com a cabeça.
Lobão: isso tarda bastante nosso plano, eu tenho que ficar na cola daquele filho da p**a.
Eu: pelo menos hoje eu vou pro baile- falo animada - e sem nenhuma amante dele para me fazer passar vexame- falo e ele confirma com a cabeça.
Lobão: tem uns caras meus vindo de Paraisópolis, vou dar meus pulos para eles ficarem na sua segurança, são dos meus, fica tranquila, e dos meus não tem vendido e nem traíra- fala e eu confirmo com a cabeça.
Eu: obrigada, por tudo que está fazendo por mim e pela Priscila, não tenho palavras para te agradecer - falo e ele n**a com a cabeça.
Lobão: tô fazendo nada sozinho, você tá sendo a minha maior cúmplice nessa história toda- colocando a mão na minha perna.
[...]
Entro em casa com as sacolas do mercado junto com o Hugo, ele me ajuda a levar as sacolas até a cozinha, onde a Alana está fazendo o almoço.
Alana é jovem, loira, filha do pastor da igreja da rua de baixo, porém é a própria encarnação da Jezabel, ela foi contratada pelo meu marido para cuidar aqui de casa, limpar, lavar, passar e cozinhar, tudo que era minha obrigação fazer, enquanto isso eu foco apenas na minha faculdade e no meu plano com o Hugo.
O problema da Alana é que ela é uma meretriz, vive dando em cima do meu marido e eu tenho certeza que é uma amante dele, já que eu não estou me envolvendo sexualmente com meu marido e conhecendo o broxa do Lucas como eu conheço, ele não consegue manter aquele p*u velho podre dele dentro das calças, sem contar que essa naja é uma vendida do meu marido, esses dois me dão nojo, faltou só juntar a cobra da Mirian aqui.
Alana: já voltou chefinha?- pergunta com a voz mansa.
Eu: não Alana, ainda tô lá no mercado fazendo as compras- falo colocando as sacolas na mesa- cadê o meu marido?- pergunto já sabendo que ele está em casa, vi a arma dele em cima do sofá.
Alana: ele subiu chefinha - fala e eu confirmo com a cabeça.
Eu: arruma essas coisas aqui no armário por favor- falo observando o Lobão por as outras sacolas na mesa- e Alana, o Lobão tava falando que queria te trombar no baile, tu vai hoje?- pergunto sorrindo e o Lobão já me fuzila com os olhos.
Alana: pelo Lobão, eu vou onde ele quiser - fala já mordendo o lábio inferior, quase devorando o Hugo com os olhos.
Sinto uma pontada de ciúmes no peito, mas logo trato de ignorar isso, disfarço e cutuco o Hugo para ele seguir com a farsa enquanto eu tiro as coisas que compramos no mercado das sacolas, ele começa a trocar umas ideias com a Alana e eu me mordendo por dentro, mas eu não tenho nada com isso, e nem posso sentir nada com isso.
É isso Rebecca, você não pode sentir nada pelo Lobão, vocês nem ao menos se beijaram gata, engole esse ciúmes aí, o boy é livre para ficar com quem quiser e você é casada, muito m*l casada, e está sem t*****r a anos, e o Lobão é tão gostoso, e parece f***r tão bem... Foca Rebecca, foca.
Eu: vou atrás do meu marido- falo saindo da cozinha e subo para o quarto, onde encontro meu marido deitado na cama.
Polegar: chegou amor?- pergunta deixando o celular de lado.
Eu: tô lá no mercado ainda- falo deixando celular e carteira na minha mesa de cabeceira.
Polegar: cadê o beijo do teu marido?- pergunto e eu vou até ele lhe dando um selinho, o nojo, coisa sebosa.
Eu: tô achando que o Polegar tá na da Alana hein n**o- falo me afastando dele e vejo a cara dele mudar um pouco.
Polegar: tu acha?- pergunto limpando a garganta.
Eu: ele tava falando que queria trombar ela no baile essa noite - falo me fazendo de inocente- eu acho que eles dão um bom casal, não acha não?- pergunto e ele confirma com a cabeça sentando na cama.
Polegar: não melhor que a gente- fala me puxando para ficar entre suas pernas.
Eu: quero fazer um pagode na lage amanhã.
Polegar: amanhã? Tá maluca? Tem nem como contratar um grupo uma hora dessas mulher- fala e eu dou de ombros me afastando dele.
Eu: se vira amorzinho, eu quero fazer um pagode na lage amanhã, e quero que seja meu grupo favorito - falo saindo do quarto o deixando lá sozinho.
Desço para a cozinha vendo o Hugo ainda jogando papo na Alana, e mesmo sabendo que é algo que faz parte do nosso plano, mesmo assim eu sinto um incomodo no fundo da minha alma, que ódio, não era para eu me importar tanto assim com o que está acontecendo, ou sentindo tanto assim no fundo da minha alma.
Respiro fundo enquanto ignoro os dois, pego a jarra de suco na geladeira e me sirvo um copo de suco, bebo na paz de Deus enquanto observo a interação dos dois, e realmente, o mesmo tanto que o Lobão é bom de papo, essa menina é oferecida, p**a merda.
Eu: Alana, já fez o almoço?- pergunto deixando o copo vazio na pia.
Alana: já sim chefinha, pode servir agora ou vai esperar o patrão?
Eu: pode servir, o meu marido está resolvendo algumas coisas lá em cima- falo me sentando a mesa- vai ficar para almoçar Lobão?- pergunto e ele confirma com a cabeça já se sentando.
Lobão: e o chefe? Vai descer não?- pergunto e eu n**o com a cabeça.
Eu: eu disse que quero fazer um pagode amanhã e ele está contratando o grupo que eu gosto.
Lobão: agora? Ele vai contratar o grupo de pagode agora? Como ele vai conseguir essa proeza?- pergunta segurando o riso e eu dou de ombros.
Eu: isso não é problema meu- falo observando a Alana colocar as panelas na mesa- mas meu marido é um homem muito apaixonado, ele da a vida por mim, o mundo por mim- falo e pisco para o Hugo sem que a Alana veja.
Lobão: ele se arrependeu muito de ter te traído.
Eu: meu marido é um santo, quem nunca errou que atire a primeira pedra, mas agora eu confio que eu sou a única mulher da vida dele- falo sorrindo, me fazendo de corna mansa- e o que seria de mim sem meu marido lindo?- pergunto e na mesma hora o Polegar entra na cozinha.
Polegar: falando de mim?- pergunta sorrindo e vem me dar um selinho, nojento.
Eu: sempre meu amor, quer almoçar agora?- pergunto e ele confirma com a cabeça indo falar com o Lobão.
Polegar: como tá irmão? A mulher te deu trabalho hoje?- pergunta cumprimentando o Lobão com um toque.
Lobão: obediente como sempre chefia - fala e eu reviro os olhos enquanto sirvo minha comida e logo depois a do Polegar.
Polegar: consegui seu grupo de pagode amanhã n**a- fala dando um tapa na minha coxa- chamei também aquele carinha do sertanejo que você gosta, só o melhor para a minha dama- fala e eu sorrio para ele.
Eu: obrigada baby- falo lhe entregando seu prato e me preparo para comer minha comida.
Alana: você me pega que horas hoje Lobão?- pergunta passando a mão no braço dele.
Foco em comer em silêncio, e tudo segue uma boa, nós três almoçando, Alana limpando a cozinha como eu ordenei que ela fizesse no primeiro dia, porquê se deixar essa menina cozinha na porquice, e eu não consigo comer comida que é feita na porquice.
E é nessa de focar em comer minha comida em paz que eu encontro um fio longo de cabelo loiro no meu prato, já irritada por ver ela toda de papinho com o Hugo enquanto a gente almoço, acabo perdendo o controle das minhas atitudes e quando vejo, tudo já aconteceu antes que eu tenha um controle.
Eu: Alana, tem a p***a de um cabelo seu na minha comida- falo irritada largando meus talheres no prato.
Alana: desculpa chefinha, como fiz o cabelo no salão hoje cedo para ir no baile, eu não usei touca para cozinhar - fala e eu bato a mão no prato o jogando no chão.
Eu: eu não quero saber se você fez o cabelo o não, eu comprei as merdas das toucas para serem usadas- falo levantando com tudo- joga a comida fora e limpa essa p***a, vou almoçar no seu Armando - falo saindo igual um furacão.
E é nessa hora que eu entendo, o sonho do oprimido é virar o opressor, maldita falta de controle, não gosto de ser grossa ou m*l educada com as pessoas, mas essa menina me irrita para c*****o, Jezabel dos quintos do inferno, meretriz do c*****o, vendida do d***o.