ELLA. Morfina—da. É nesse estado que eu estou. Literalmente no meio de quem eu sempre mais odiei, e obrigada a manter-me lá, quieta, e sem ousar deixar-me levar pelos meus sentimentos e ferrar comigo e com tudo a minha volta. Mas está difícil. É como que cada vez que eu respirasse, eu estivesse inserindo veneno dentro do meu sistema. Eu estou dentro do meu maior pesadelo, e não tenho como sair daqui nem se eu abrir os olhos. Eu estou declaradamente refém pela primeira vez e por quem jamais devia estar. E o pior de tudo, é ver a pessoa que eu fiz de tudo, que eu arrisquei ser morta ao invadir casas de tráfico humano, procurando por ela, está entrosada com o monstro que matou o meu pai. E ela tem um filho... Isso é tão ferrado, tão sujo, tão nível esgoto, que eu literalmente segure

