Capítulo 80

3004 Palavras
ELLA. Eu entro nesse hospital, e como eles não estavam tão longe, eu os achei, bem no exato momento em que entram com a mãe dele numa sala que me parece de reanimação. E a energia deles está má. Mas para ser sincera, a Clarisse me parece mais contente que a Kassandra. Não me admira. - CAZZO! - o Salvatore verbaliza finalmente a sua fúria, incomodando o resto dos pacientes nesse hospital com o seu rugido. E ele está a personificação do monstro que eu vi naquele dia, e isso mexe com todo o sistema do meu corpo. Eu me nutro dos seus poucos sentimentos, quase fora do radar, quando os seus olhos azuis e frios encontram os meus, enquanto a Kassandra busca acalmá-lo. - Você. - ele diz apontando para mim, e oh, a minha raiva sobe na rapidez do flash. - O que foi fazer no quarto dela? Porque não disse nada? - ele questiona e a vontade insana que eu estou de cuspir detalhadamente como eu fiz a mamma dele não conseguir mais inspirar ar, não tem descrição. - A sua mãe me chamou para o quarto dela, porque estava preocupada com o neto. - eu falo olhando nos olhos dele, engolindo o que eu realmente quero dizer. - Já que ele pareceu muito estressado essa manhã. - eu continuo a falar calmamente e a raiva dele com certeza aumenta por isso. - Quando eu saí do quarto ela estava bem. - eu falo inocentemente. - Mas, convenhamos, por mais conservada que ela seja, ela já era velha não? - eu comento e os olhos dele arregalam, como os dos outros. Não era suposto eu estar desse jeito, mas é mais forte que eu. E eu ainda estou a ser simpática. Ele ficou tão furioso que simplesmente virou o olhar, passando a mão nos seus cabelos, e o resto me fulminou. - É melhor ficar quieta. - o Alexander diz, e eu dou de ombros, não ligando para nenhum deles. - Senhor Riina? - eu chamo-o, e inspirando fundo ele vira o seu olhar que está parcialmente vermelho na minha direção. - Eu sou órfã, como afirmou na mesa... quando mesmo? - eu me faço de desentendida. - Ontem, antes de ontem não? - eu o questiono e eu vejo algo passar pelo seu olhar que me diverte imenso. - Escute o meu conselho, já que agora o senhor é um também. - eu falo. - Ella! - a Kassandra exclama, e eu faço a minha cara mais inofensiva. - Vai doer mais tentar ressuscitar algo que já não tem alma. - eu constato com a minha consciência arranhando, a forma como eu quero cuspir tudo nele. - Eu sei isso melhor do que ninguém. - eu afirmo sentindo o olhar do Alexander em mim. - E eu realmente falo numa tentativa solicita, não me entenda errado. - eu falo e own... como eu estou simpática. Ele assente uma e única vez, achando mesmo que eu me importo com ele. Ele passa as suas mãos pelo seu rosto e cabeça, e olhar do Alexander sai de mim. - Quem é você? - a Chiben questiona chegando perto de mim. - O que foi dessa vez, hein? Chiben? - eu questiono-a já irritada. - Você está demasiado tranquila para quem viu um cadáver. Tranquila demais. - ela fala, me observando minuciosamente e eu viro o meu olhar para ela. - Morrer é um processo natural da vida, Chiben. - eu falo para ela, olhando nos seus olhos que infelizmente recordam-me dos da Heyoon. - O que quer que eu faça? Que eu chore ou grite, porque o fim chegou para alguém? Principalmente que eu não conheço? - eu a questiono. - Quer que eu seja fingida como você? - eu a questiono e ela sorri. - Caso não saiba, o Alexander dos três era o mais apegado a senhora Ginevra. - ela pontua, e eu a observo. - Devia ao menos fingir se importar com ele. - ela diz e se afasta como se não tivesse dito nada. E eu inspiro fundo antes de quase sem intenção nenhuma levar o meu olhar para o Alexander, que está visivelmente frustrado com tudo isso. E eu não sei o porquê, o meu coração falhou... eu literalmente fiz cardio não tem pouco tempo. Dez minutos foi muito para o que se esperava honestamente, mas foi nesse tempo que os médicos decidiram sair com a notícia mais óbvia existente. - Eu garanto-lhe que fizemos o nosso melhor, mas nós já a tínhamos perdido mesmo antes dela cá chegar, o horário e a razão da fatalidade só poderá ser exatamente confirmada após feita a autópsia. - o médico diz. - Faça isso o mais rápido possível. - o Salvatore diz e o mesmo assente. - Qual seria o diagnóstico imediato? - o Alexander questiona. - Eu diria que alguma dor torácica súbita, senhor. - o médico diz e o Alexander o analisa como se o estivesse a ler e o médico pigarreia desconcertado. - Eu precisarei que assinem alguns documentos. - ele prossegue em dizer. - Eu farei isso. - o Leonardo diz prontamente. - Certo, venha comigo por favor. - o médico diz e eles saem. O corpo logo em seguida e eu aproveitei cada segundo olhando para as reações do Salvatore. Porém, o Alexander parece realmente mais incomodado com tudo isso, mesmo não sendo da forma mais humana existente, afinal, ele é um monstro, sem sentimentos. Mas talvez ele nutrisse um carinho extra pela nonna dele, um pouco mais que a Laila, talvez. Ela deve estar bem ofendida. O suspiro pesado deles toma esse lugar e eu simplesmente senti-me, só para aquela coisa, pois eu quero comer alguma coisa logo. - Eu vou lá ver o Leonardo. - finalmente o Salvatore vocaliza alguma coisa, e sai imediatamente acompanhado pela Kassandra. - Eu estou com sede. - eu comento, me levantando, e chamando a atenção deles. - Alguém quer alguma coisa? - eu faço a minha pequena atuação e como é óbvio, nenhum deles responde, e eu saio em busca de um restaurante. Encontrei. Extremamente elegante inclusive. Eu faço o meu pedido, recheado, pois eu estou realmente com fome, e simplesmente sentei e comi, sozinha, como eu fazia no restaurante próximo lá de casa, quando eu tinha preguiça de cozinhar, ou estava com a minha cabeça cheia dentro do loft, e aproveitava para fazer companhia a Heyoon. Eu como silenciosamente e apreciando uma comida que não me dá ânsia. Estava tudo bem, eu estar aqui comendo até eu começar a sentir pessoas cochichando, ou olhando mais que o devido na minha direção, coisa que me fez pensar imediatamente que o meu rosto estava possivelmente sujo, mas esse não era o caso. O caso, é que graças ao filho da mãe do Alexander eu não sou mais tão anônima quanto eu gostaria. E para piorar, é porque eles estão me chamando de esposa do Alexander Riina e não de Ella. Como se eu não tivesse nome. Perturba a minha paz, e traz mais perturbadores de paz com ele. Pessoas realmente olham descaradamente, principalmente para a maldita pedra no meu dedo. Eu ainda por cima ficam comentando sobre ele, sobre como ele irá se cansar rápido, da mesma forma que se casou rápido. E é verdade? Está me irritando mais do que deveria, mas mesmo assim, eu manejei em terminar de comer tudo o que eu encomendei, tomei um sumo de maçã, e no final pedi um café gelado para mim e para minimizar a minha atuação pouco engajada, eu levo mais alguns. E quando eu estava prestes a cruzar o corredor onde eles estavam, quando a Clarisse simplesmente apareceu e esbarrou com tudo em mim fazendo tudo ir ao chão, mas antes mesmo que eu pudesse reagir à mão dela puxou-me para dentro de um cômodo enquanto os copos do café ainda molhavam o chão. - Me solte. - eu falo assim que ignoro o choque, tirando a mão dela de mim, mas já estávamos exatamente numa sala com coisas de limpeza. - Você... - a forma como ela me observa com raiva, como a sua voz sai de forma enraivecida, e como a mão dela adornou o meu pescoço, deixou-me extremamente confusa. Eu olho para ela e vejo um monstro, mas a minha mente alucina ela com a pessoa que eu chamava de mãe até alguns dias atrás, mesmo ela estando desaparecida esse tempo todo. Como uma pessoa ser duas e completamente diferentes? O seu aperto em mim, ou a maneira que ela me olha, não tem efeito nenhum físico, mas eu sinto-me perdida, o meu coração, o meu peito dói intensamente. E vontade de chorar vem, realmente. Ela era a minha mãe. Mãe, minha mãe. E ela é isso... Eu realmente me perco nos seus olhos procurando por ela, por quem eu conheço nela, mesmo já tendo noção que ela já era inexistente mesmo quando estava com o meu pai. Ela matou... ela entregou o meu pai. E ela me abandonou para ficar com o inimigo do meu pai, do qual ele sempre me protegeu. No momento em que a minha mente acordou desse mini transe a minha mão estalou o seu rosto de forma com que qualquer um que tenha passado do lado de fora escutou. A sua mão no meu pescoço saiu, no mesmo instante em que o seu rosto virou para o lado. O meu olhar acompanhou o movimento e sangue lentamente verteu dos seus lábios. Com uma mão ela tocava o seu rosto, e com a outra, ela leva o seu dedo até a merda do seu lábio inferior que cedeu ao tapa. - Não ouse colocar as suas mãos em mim. - eu falo furiosa, coisa que não é boa ideia eu estar agora. - Você me deu um tapa, garota? - ela questiona incrédula olhando para o sangue no seu dedo e voltando o seu olhar para mim. Garota? - E darei outro se achar que pode me tratar desse jeito. - eu falo, usando o máximo de autocontrole que eu possuo. Os seus olhos passeiam por mim, questionando-se da audácia que "essa garota" tem. - Você tem noção de quem eu sou? - ela questiona, e eu sorrio enfiando as minhas lágrimas para dentro, o meu peito está apertando. - Eu acho que eu não fui clara da outra vez. - eu falo olhando nos olhos dela que eu vejo e não reconheço. - Eu sei quem você é e é uma puta... - eu falo com raiva e ela ergue a mão, que eu impedi de chegar no meu rosto a tempo e o meu estômago esfria. Eu estou passando m*l. - Você... - ela diz olhando nos meus olhos. - Quem é você? - ela questiona e vejo medo no seu olhar. - Eu serei o seu pior pesadelo, se continuar me provocando, Clarisse Zanan Riina. - eu lhe digo e ela finalmente sorri, no meio da sua irritação. - Não se meta no meu caminho, e essa é a última vez que eu alertarei você. - ela fala. - Como acha que eu tenho isso no meu dedo? - ela mostra-me a aliança dela e o meu coração sangra. - Eu sou capaz de coisas inimagináveis para você e não é pelo facto de ter se casado com o Alexander, que pode achar que ocupará um lugar que nem a sua sogra, conseguiu ocupar. - ela deixa claro, e o meu peito aperta. - O meu filho, herdará maior parte, senão tudo dos Riina se depender de mim. - ela fala e eu devia rir, sabendo das regras dessa organização, mas após revê-la e desse jeito, o porquê do Alexander ter feito isso, para tirá-la do caminho, começa a fazer mais sentido. E eu não duvido em nada do que ela fala. - Eu vou deixar você pensar por um momento, e me pedir desculpas na frente de todos será uma ótima oportunidade para você me dizer quem contou para você aquele absurdo, e para ter-me ao seu lado, pois você não tem ninguém, nem a sogra que tanto venera. - ela diz e eu estou olhando para a... a personificação do d***o no corpo de quem eu chamava de mãe. - Tal como todos abandonaram você. - ela diz e eu sinto uma facada no meu peito, mesmo não tendo nenhuma faca por aqui. - Todos aqui se esquecerão da sua existência num segundo, inclusive o Alexander. - ela pontua olhando para mim e sorri. - Você sabe disso não, ele não quer você, não precisa de você, e no primeiro momento que ele tiver a oportunidade de se livrar de você, ele o fará com o maior prazer. - ela fala exatamente o que ela fez. Ela cansou-se, e se livrou de mim na primeira oportunidade. Eu sinto os meus olhos cheios de lágrimas que eu ainda continha impedindo que elas vertessem pelo meu rosto. - Não se meta comigo. - ela fala e simplesmente sai me deixando nesse lugar. A porta fecha e lágrimas vertem pelo meu rosto, e eu sinto como se tivesse sido golpeada e esfaqueada, literalmente, a dor é tão intensa que parece física. Lágrimas continuam a verter, mas eu me recuso a soltar um píu. Eu não queria, mas isso dói, e dói imenso. Eu engulo o resto das minhas lágrimas a força, limpando o meu rosto agressivamente, por estar a sentir tudo isso, e por estar assim. Abro a porta, e saio imediatamente em direção ao banheiro que eu vi no meio do corredor. Como toda essa parte está vazio, com exceção de alguns dos seguranças e enfermeiros, eu entro indo imediatamente para o lavatório lavando o meu rosto, sentindo muita dor. Ela é a minha mãe. As minhas mãos sob o mármore do lavatório tremem, enquanto eu busco ar para me acalmar, quando a porta é agressivamente aberta, e é o Alexander. Que merda... - O que foi? - eu questiono-o virando o meu rosto para o lado respirando fundo, e limpando o meu rosto com a palma da minha mão. - Você fez isso. - ele diz, literalmente afirmando olhando nos meus olhos e sinceramente, eu não estou bem, nem para isso. - Use a sua imaginação, Alexander. - eu falo com atordoada, limpando o meu rosto, e ele passa a sua mão pelo seu rosto como se clamasse aos céus por paciência. Porque a vontade dele é me atirar contra a parede, visivelmente. - O que ela fez para você, para que fizesse isso? Hamn? - ele me questiona inconformada e eu vejo os seus olhos brilharem e de lágrimas, e o meu coração falha no mesmo instante. A sua mão está apontada na minha direção. - Você simplesmente assumiu algo sem prova alguma. - eu falo verificando se não é água nos meus olhos que está me fazendo ter uma miragem. - Responda a minha questão, p***a! - ele exclama, e o oceano agitado no seu olhar discorda completamente com o seu controle corporal. - O que ela fez para você? O que você fazia no quarto da minha avó, Ella? - ele questiona e o meu coração acelera, ele está... Eu estou realmente chocada, lágrimas não vertem do seu rosto, mas eu consigo ver literalmente mais do que esperava dele, mas do que achava que ele podia demonstrar, mas por mais que isso me desoriente, não é como se eu fosse sentir pena. - O que eu fazia na merda do quarto da sua avó, Alexander? - eu o questiono indignada. - A sua avó me chamou para dizer que eu tinha que ficar grávida de você, e ter a merda de um suposto herdeiro para você. - eu falo irritada e arrepiada de pensar. - A sua amável e adorada avó, estava preocupada com o neto, pois ele saiu furioso e ela queria saber por quê. - eu falo olhando no rosto dele que me observa. - Mas, na verdade, nem eu sei porque ele estava irritado, e age como se fosse ele quem está preso. - eu falo indignada e a sua expressão de irritação me dá receio e simultaneamente me deixa no mesmo estado. - Quer mais? - eu o questiono enojada e furiosa. - A sua avó perguntou quantas vezes eu supostamente deixei você tocar em mim, e simplesmente disse que um divórcio seria fácil de dar, visto que eu não estou grávida. - eu falo e ele sorri irritado e eu faço o mesmo abanando a cabeça positivamente. - Eu me questiono se ela acompanhou você para perder a sua virgindade, também. - eu falo e ele me fulmina com os olhos. - Controle a merda da sua boca, Ella. - ele diz e antes de avançar na minha direção, eu vejo o seu punho fechar enquanto ele procura manter o controle. Eu cheguei a conclusão que ambos tiramos o controle um do outro. - Você quer saber mais o que a psicopata da sua avó fez, enquanto você clamava tréguas, ou saia para fazer algumas das suas sem vergonhices, Alexander? - eu o questiono olhando nos olhos dele. - Ela já me mandou ficar despida na frente dela. - eu falo enojada. - Despida. - eu digo para ele. - E mandou-me fazer o mesmo hoje como se eu fosse algum objeto dado por ela, e que ela queria conferir se o netinho dela brincou. - eu falo fula e ele me observa. - Portanto, sim, eu tinha razão suficiente para matá-la, Alexander. - eu digo furiosa. - Para além dela ser a maldita mãe do homem que matou o meu pai. - eu falo e ele sorri. - Ache provas depois da autópsia e me incrimine. - eu falo. Ele realmente sorri e isso me destabiliza porque eu não estava à espera. - Você é uma pessoa triste. - ele diz olhando-me de cima a baixo, e isso simplesmente somou ao que a Clarisse disse.
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