― Boa noite? Onde pensa que vai? ― Perguntou ela com uma cara de surpresa. ― Para o meu quarto. ― Então também vou. ― Afirmou ela. ― Mas… eu pensava… ― hesitei surpreendido com a sua resposta e, em seguida, disse: ― Só tenho uma cama e não estou disposto a partilhá-la. ― Não me interessa, não quero perdê-lo de vista. ― Ela afirmou determinada. ― Tudo bem, então entre ― falei, abrindo o quarto. Ao entrar, tirei o casaco que pendurei no cabide e coloquei a pasta e os jornais que tinha recolhido na receção, em cima da mesa de cabeceira, próxima do cadeirão onde tinha estado aquele homem que fumava charutos. Como tinha deixado a porta do quarto aberta, pude ver como ela examinava tudo. Não sei o que procurava, uma vez que abria as gavetas todas, mas após um momento, ela disse: ― Já pod

