― Peço permissão para me retirar, senhor. ― Sim, claro, esteja à vontade. ― Afirmei, vendo que se levantava de mau humor e se dirigia apressadamente a uma passagem, como se estivesse com pressa. A verdade é que me surpreendia a falta de autocontrolo destes agentes, que pareciam ser feitos de pedra, mas que quando expostos ao calor, se derretiam como se fossem de cera. Não sabia bem como conseguiam suportar tanta pressão sem explodirem, mas era óbvio que não estava ali para isso. E muito menos queria que me agredisse, como tinha feito Carolina, por isso teria que ir mais devagar no meu interrogatório, para depois não sofrer as consequências. Acho que se ela não estivesse numa sala onde sabia que nos estavam a observar, o puxão que dera nas lapelas do meu casaco, teria sido em mim. Talv

