📓 NARRADO POR JAMILE O dia já tinha invadido o quarto sem pedir licença. A luz batendo na cara, lençol embolado, o cheiro forte de sexo e… humilhação. Fui abrir os olhos, mas quem disse que o corpo obedecia? Tudo doía. Até cabelo. Perna, braço, quadril, b***a… p**a que pariu, Maximiliano, precisava disso tudo? Virei de lado, tonta, tentando entender onde eu tava. Max não tava mais na cama. Só o travesseiro jogado, um lençol caído no chão e, em cima do criado-mudo, um buquê de flores vermelhas. Rosas, claro. Dramatização é o sobrenome dele. Tinha um cartãozinho preso no laço. Peguei com a mão trêmula, ainda com marca dos dedos dele nos pulsos. Li de cara amassada: Te espero na empresa, minha namorada… Meu estômago virou. Não era só ressaca de g**o era ressaca de vergonha também. O que

