📓 NARRADO POR JAMILE Ele ficou me encarando, firme, o olhar pesado demais pra ser simples curiosidade. Deu um passo à frente, invadindo o ar que ainda era meu, e perguntou, baixo daquele jeito que parece uma confissão disfarçada de provocação: — Vai dizer que não sente o mesmo, Jamile? A pergunta veio como tapa sem aviso. Minha garganta secou, mas ele não parou. — Que isso aqui — ele apontou entre nós, sem nem precisar encostar — não é só f**a, nem jogo, nem contrato. O som do coração veio mais alto que a voz. Fiquei parada, tentando fingir controle, mas o olhar dele me prendia firme, quente, impaciente. Aquela calma calculada de quem sabe que eu tô mentindo antes mesmo de abrir a boca. — Isso é o quê então, Maximiliano? — rebati, no mesmo tom, me recusando a desviar. — Amor de

