O fim da aula trouxe consigo um silêncio incômodo dentro do carro de Gael. Ninguém parecia disposto a quebrá-lo. O motor roncava enquanto Gael conduzia com o olhar fixo na estrada, as mãos apertadas ao volante, os músculos tensionados sob a camiseta escura. Ao lado dele, Ava mantinha o semblante tranquilo, mas os olhos demonstravam uma pontada de ansiedade. No banco traseiro, Filipe estava ao lado de Lua, que permanecia com as mãos entrelaçadas no colo, o olhar perdido na janela, observando a cidade passar como um borrão. O ambiente estava denso, quase sufocante. A tensão entre todos parecia um fio esticado, prestes a romper. Ninguém falava. Gael simplesmente dirigia, os olhos tão fixos na estrada quanto na responsabilidade que agora parecia pesar ainda mais sobre seus ombros. Filipe, ca

