Hugo entrou no escritório sentindo a pressão no peito aumentar antes mesmo de ver Vanessa. Mas quando ela apareceu, toda impecável, ele quase engasgou com o ar. Ela estava maravilhosa: cabelo ruivo em cachos soltos, olhos verdes brilhando sob o batom vermelho, vestido preto justo com um decote que deixava qualquer homem sem fôlego e saltos prata que faziam cada movimento dela parecer uma dança calculada.
Ela caminhou pelo tapete liso e bem alinhado, observando o escritório como se tudo fosse parte de um palco — e, naquele momento, Hugo era apenas um espectador à mercê de sua presença.
Ele engoliu em seco, sentindo o corpo reagir. Cada músculo se tensionou, o coração disparou, e ele pensou, mentalmente: Meu Deus… como vou controlar minha excitação?
Vanessa parou a poucos metros dele, cruzou as pernas e apoiou as mãos na cintura, o olhar desafiador e sexy, como se já soubesse exatamente o efeito que causava.
— Bom dia, Hugo — disse ela, a voz firme, mas carregada de provocação. — Está pronto para passar o dia me protegendo?
Hugo engoliu, tentando responder com calma, mantendo a postura profissional. Mas a proximidade dela e o magnetismo do seu olhar tornavam qualquer palavra difícil.
— Sim… senhora — ele conseguiu responder, a voz firme, mas levemente rouca.
Ela deu um sorriso quase imperceptível, um canto de boca que era ao mesmo tempo desafiador e sedutor.
— Ótimo. — Ela deu alguns passos na direção dele, e ele sentiu o calor dela quase tocar sua pele. — Quero que fique atento o tempo todo. Isso significa não só proteger meu corpo, mas também… obedecer às minhas ordens.
Hugo engoliu em seco, ciente de que aquele “obedecer” não era apenas parte do trabalho. Era um aviso, uma provocação, uma promessa de que nada seria simples com ela.
Ela se inclinou ligeiramente, aproximando o rosto do dele, e o perfume intenso dela invadiu suas narinas. Cada segundo parecia puxar Hugo para um turbilhão de desejo e tensão.
— Lembre-se, Hugo — continuou ela, o olhar fixo nos dele — eu gosto de homens que sabem seu lugar. E você vai aprender rapidamente o seu.
Ele sentiu o corpo vibrar por dentro, mas manteve a postura. A batalha entre desejo e profissionalismo havia começado… e Hugo sabia que aquele primeiro dia seria apenas o começo de algo muito mais intenso.
O dia começou tranquilo. Vanessa entrava e saía de reuniões, fazia ligações importantes, revisava contratos, sempre impecável e com aquela presença que exigia atenção total. Hugo estava sempre ao lado dela, atento a cada movimento, cada gesto, pronto para agir se fosse necessário. Mas o verdadeiro desafio não vinha do trabalho em si.
Era resistir à tentação de tocá-la, de beijá-la, de ceder àquele desejo que queimava no peito dele desde o momento em que a tinha visto.
Enquanto Vanessa caminhava pelo escritório com seus saltos prata, Hugo sentia cada passo dela reverberar no seu corpo. A postura dela, firme e elegante, o olhar desafiador, o perfume marcante… tudo conspirava contra sua autocontenção.
Ela se inclinou sobre a mesa para pegar alguns papéis, e Hugo teve que controlar a própria respiração quando percebeu a curva perfeita de suas costas sob o vestido preto. Ele engoliu em seco, lembrando-se de que estava ali para proteger e servir, não para se perder em desejo.
— Hugo, passe-me a agenda — disse Vanessa, sem nem olhar para ele, como se o comando fosse natural e esperado.
Ele se aproximou, sentindo o calor dela próximo ao braço dele, e estendeu a agenda. Por um momento, seus dedos quase tocaram os dela, e ele precisou afastar a mente de pensamentos impróprios antes que se tornassem difíceis de controlar.
— Obrigado — disse ela, com um leve sorriso que parecia provocá-lo sem esforço. — Continue assim, atento. Gosto de homens que mantêm o controle… pelo menos até onde eu quero.
Hugo engoliu, sentindo um arrepio percorrer a espinha. Cada palavra dela era um teste, cada gesto uma provocação silenciosa. Ele sabia que não poderia ceder, mas a atração era quase insuportável.
O dia passou entre reuniões, telefonemas e visitas de clientes. Vanessa estava impecável, confiante, dominante em cada interação, e Hugo seguia cada passo, cada comando, tentando manter a postura de funcionário enquanto seu corpo reagia de forma traiçoeira a cada olhar, cada toque acidental de braço ou ombro.
A tensão aumentava com cada minuto. Ele sentia o cheiro dela, via a curva do corpo, o decote discreto que ainda despertava desejo, e lutava para manter a mente focada na função. Mas sabia que aquele primeiro dia não seria só sobre proteção… seria sobre resistência.
Quando a tarde começou a cair e Vanessa se dirigiu à sala de descanso, Hugo permaneceu atrás dela, firme, mas incapaz de ignorar a vontade de se aproximar mais, de sentir a textura do cabelo ruivo, de perder-se no olhar verde que parecia queimá-lo por dentro.
— Hugo — disse ela de repente, sem se virar, — venha até aqui. Quero que fique por perto. Apenas… esteja atento.
Ele deu um passo à frente, sentindo o coração acelerar. Estar tão perto dela, com ela dominando cada centímetro do ambiente, do dia e do próprio corpo dele, era mais difícil do que qualquer desafio físico.
E Hugo sabia que resistir a Vanessa seria a maior prova de sua vida… porque cada momento ao lado dela o deixava mais vulnerável, mais desejoso, e completamente entregue àquilo que sabia que não deveria sentir… mas não conseguia evitar.