Isabela O som do tiro ainda ecoava dentro de mim. Eu tinha ouvido, mesmo do quarto trancado. Um estampido seco, cortante, como se o próprio mundo tivesse parado por um segundo para prestar atenção no que Caio Moreira havia acabado de fazer. Acho que naquele instante, mais do que nunca, eu entendi quem ele era. Um homem que mata. Que manda. Que domina. Que protege com as mesmas mãos que estraçalham. E, por mais absurdo que fosse… naquele momento, eu me senti segura. Nos braços de um monstro. Na proteção de alguém que não conhece limites. Segura… e ao mesmo tempo, completamente perdida. Ele me segurava forte, como se precisasse da minha presença para se manter inteiro. Como se o toque dos meus braços ao redor do corpo dele fosse a única âncora que o impedia de mergulhar ainda mai

