Capítulo 22 — A Voz Dela Ainda Me Mata

1287 Palavras

Gabriel Já era madrugada quando me vi sozinho no quarto. O som da guerra ainda ecoava no meu ouvido — tiro, grito, sirene. Mas o que mais doía… era o silêncio dela. A falta da voz da Isabela. Aquela p***a daquela voz que me acalmava quando o mundo desabava. E que agora me torturava só de imaginar sussurrando o nome dele. Caio. Esse nome me fazia querer quebrar cada parede da quebrada com o punho. Me sentei na beira da cama, celular na mão. A tela acesa. O número dela… ainda salvo. Era loucura. Eu sabia. Mas tinha algo dentro de mim que gritava. Que sangrava. "Fala com ela." "Só uma vez." Disquei. Cada toque era um soco no peito. Primeiro toque… Segundo… No terceiro, ela atendeu. A voz saiu baixa. Quase um sussurro, como se ela estivesse com medo de alguém ouvir. — Alô

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