Finalmente 18

1005 Palavras
Hoje seria comemorado meu aniversário de 18 anos. Eu estava apavorada com isso. Eu sabia que logo esse dia chegaria, mas eu realmente esperava que eu estivesse mort.a já. Eu não sabia mais o que pensar, não sabia se podia piorar minha vida. Esses ultimos meses vivendo com Olavo foram os piores da minha vida. Eu não tinha liberdade nem pra ir ao banheiro. Era só quando ele deixava. Acordei e segui tudo o que eu fazia todos os dias, rezando pra que ninguem lembrasse que dia era hoje. Achei que tinha conseguido ate ver Olavo na escada me chamando pro quarto dele. Ou como ele falava, NOSSO. Ele me dava ansia, todo dia que eu olhava pra ele eu tinha vontade de vomitar. Deste que vim pra essa casa eu não sai de dentro dela. Eu não sei como e o quintal da casa, porque nunca fui na rua. Eu sei a cor do ceu porque vejo pela janela. Entrei no quarto ele estava sentado na cama. --Por favor sente-se. Dei pequenos passos, em direção a cama, minha vontade era fugir dali. Sentei ao lado dele na cama, e mantive meus olhos nos meus pes. --feliz aniversário.. Ele puxou meu queixo pra cima, pra olhar pra ele. --hora de finalmente ganhar o que eu mereço por te sustentar aqui por todo esse tempo. Eu gelei, senti o frio percorrer minha espinha. Eu tentei levantar, mas fui parada. --Ei calma, eu tenho algo pra você. Gaguejando consegui perguntar o que era. --Aqui. Ele tirou um envelope do paleto que usava. Me entregou e eu abri devagar. Comecei a ler as linhas ainda sem entender do que se tratava os documentos. --Aqui diz.. --Sim, ai diz que seu pai não é seu pai. --então quem é meu pai? --Um presente de cada vez não é mesmo. Seu pai casou com sua mãe, depois do falecimento da primeira esposa. Sua mãe estava gravida de você, mas seu pai ja tinha uma filha pro acordo. --Então.. --Então, sua irmã e seu pai são sua familia.. Eu só queria chorar. Eu não estava acreditando naquilo. --Porque só me contar agora? --Porque não contar agora? Eu podia não contar nunca não é mesmo? HHAHHAA --O que você quer de mim? Quer continuar me humilhando? me fazendo de empregada.. --Na verdade, te tirar daquela casa foi um favor que eu te fiz. A Giulia nunca seria uma boa esposa pro meu filho. Eu só queria ter certeza que você seria. --Como assim? --Nosso casamento nunca teve validade. Você vai sim casar com Tiago. Mas primeiro você precisa conhecer ele. Eu não estava entendendo nada. Eu nao tinha um pai, não tinha uma irma.. Eu também não era casada. E eu iria sim me casar com Tiago.. --Deixa pra chorar pela sua familia outra hora, vem, vou te apresentar ao Tiago. --Ele esta na casa? --Sempre esteve.. Caminhamos para um quarto que sempre esteve fechado. Eu via uma equipe medica entrar aqui com Olavo, mas achava que era algo pra ele. Ele destrancou a porta e entramos. Eu vi um rapaz novo. deitado em uma cama, cheio de fios ligados nele. Aparelhos apitando.. --ele esta.. --vivo? Sim.. Ele sofreu um acidente a alguns anos. Mantenho ele longe de noticias, e pra quem pergunta ele esta estudando fora. --E.. --Não temos previsão de quando ele vai acordar do coma. Mas você vai ter um filho dele. Os documentos que voce assinou no dia do casamento realmente foi pra casar com Tiago. E não comigo. --Eu.. eu preciso sentar.. --Eu não sou um monstro Larissa. Não sou bom, mas sempre te dei comida e um teto pra morar apesar do seu pai tentar mentir pra mim. Veja, alem dele não cumprir com o acordo de anos atras, ele ainda me entregou uma filha ilegitima. Eu sei que não teve culpa de muita coisa, mas eu testei você. Nunca tentou fugir, nunca tentou lutar, sempre fez tudo. --Eu... --eu testei você. E gostei dos resultados. Agora com 18 anos, voce esta pronta pra carregar meu neto. --Seu neto? --Sim, Ouvi batidas na porta, Olavo mandou entrar, uma equipe medica entrou me cumprimentou por Senhora. --Por aqui senhora, venha se trocar. --Me trocar? Pra que? O que ta acontecendo? --Como assim, você vai carregar meu neto. --Olavo, eu não to entendendo. --Mas não precisa, só precisa deitar ali e abrir as pernas.. Agora não enrola. Minha paciencia tem limite e ja usei ela de mais hoje. O medico me puxou, me deu uma camisola de hospital e mandou eu vestir. Olavo ficou acompanhando tudo. Eles tinham um banco de esperm.as, com os de Tiago congelados. Depois de coletar meu sangue, e fazer alguns exames em mim, foi depositado em mim os espermas de Tiago. --Olavo, hoje tentaremos dessa forma. Se não der certo, nós coletaremos os ovulos dela, e faremos em laboratorio e depois colocamos qunado ja estiver em formação. --Tudo bem. --Senhora por favor fique assim por um tempinho. Logo ja podera sair. Vou deixar algumas instruções do que deve ou não fazer. Eu não estava conseguindo entender muito bem, EU estava casada com um morimbundo, iria carregar um filho. E eu não tinha pai. Muita informação, muito rapido. Eu não sei se fico feliz por não ser irma de Giulia ou se eu fico triste. Depois de quase uma hora Olavo voltou no quarto, me ajudou a levantar e me levou pro meu quarto. --Aqui, você não precisa mais limpar nada, e nem cozinhar nada até termos certeza que esta gravida. --Eu queria flar com minha mãe. --Em breve você ira falar com ela. --Mas, --Escuta aqui. Tiago não tem previsão de acordar do coma tão cedo. Então só continue sendo uma boa garota e recebendo ordens. --Eu posso ir visirar Tiago? --Que? --Eu queria uma chave da porta. Eu queria ir ver ele mais vezes.. --Oras, vejo que gostou do meu filho. Eu só abaixei a cabeça e Olavo me entregou uma chave. --Pode ir um vez por dia apenas. Entendido? --Sim Olavo.
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