A bandida entrou no meu quarto, será que ela sabe que eu não estou em casa? Ela nem me viu saindo, deve ter escutado o barulho da moto. Foi até o closet, pegou uma camisa minha, levou até o rosto e cheirou, fiquei meio intrigado com isso. Depois ela deitou na minha cama e ficou com a blusa no rosto, sentindo o cheiro. Ah pronto, depois de ter me falado aquela merda, agora está cheirando minha camisa. Mulher é o d***o parceiro, não tem como entender essas malucas, não tem. Nem pra vir com um manual de instruções.
- Ficou um bom tempo na minha cama e eu gostando do que estava vendo, depois de dar uma de desapegada, foi pro meu quarto cheirar minha camisa hahahahah. Ela levantou pra sair, ajeitou a cama pra eu não saber que ela esteve ali né, não é burra nem nada. Depois saiu do quarto e com a minha camisa nas mãos. Entrou no dela e ai eu não vejo mais, porque já é privacidade dela, não é maneiro. Mesmo curioso não vou fazer isso. Minha vontade é de ir pra casa agora, comer ela gostoso.
- Organizei uns papéis de pagamentos dos vapores que recebem amanhã, deixei tudo mastigado pro GB. Agora eu quero ver ele reclamar que não tiro plantão, porque ultimamente ele tem falado isso, reclamando igual um viadinho, deve ta com saudade de mim e não ta sabendo falar.
- Olhei nas câmeras e ela estava arrumada, com um conjunto da Adidas rosa bebê, curto pra c*****o. Aonde ela pensa que vai uma hora dessas mano, quase 3h da manhã, que mina maluca. Olhei bem mesmo pra ver se ela ia sair e a filha da p**a saiu. Sai da minha sala, tranquei a porta e subi na moto indo em direção a minha casa, eu de moto chego nela rápido. Não quero nem que ela me veja, só quero saber aonde ela tá indo. Porque se for pra encontrar com o playboy, ela vai tomar um bandão e esse filho da p**a vai morrer. Querendo mexer no que é meu, sim, ela é minha. Esse trem caro e abusado é meu.
- Consegui avistar ela lá no alto da rua da minha casa, ela estava indo sentido mirante. A cara de que foi encontrar esse arrombado, mano, estou com minhas carnes tremendo. Pedindo ao maior que não seja isso, se não vai dar merda e eu não to pra brincadeira. A filha da p**a em casa, cheirando minha camisa e agora vindo se encontrar com outro, é uma desgraçada mesmo.
- Ela passou do mirante e continuou subindo, aonde ela quer chegar? Tá quase do lado de Deus do tanto que sobe, não subo aqui nem de moto, quem dirá andando. Brabão filho, só vinha aqui antes para espairecer, lá no alto tem uma visão incrível do Rj, pega tudo. Bagulho é de verdade, lindo pra c*****o. Mas só sabe de lá quem é cria, será que ela tá indo pra lá? Não para de subir, passou pelo beco que corta caminho, é pra lá mesmo que ela tá indo e como ela sabe? Estou dizendo, deixei minha moto parada, porque nesse beco não passa moto, daqui pra lá é só andando. E eu fui atrás dela de cantinho, a cara de que o playboy mandou a localização pra ela e veio como a boa safada que ela é. Estava doida pra dar mesmo, desde cedo. Minha mente está fervendo mano, que loucura.
- Quando cheguei no alto da vista, ela estava sentada sozinha, graças a Deus cara. Pensei que ia infartar, fiquei olhando ela de relance e afastado, pra ela não me ver. A mesma ficou olhando pra vista, mas eu não conseguia ver suas expressões, ela estava de costas pra mim. Fiquei confuso em relação ao que fazer, não sei se vou até lá ou se deixo ela na dela e fico de canto esperando ela ir embora, até mesmo porque é de madrugada e ela não pode ir embora sozinha, por mais que aqui seja tranquilo, eu não pago pra ver.
- Fiquei pensando e relutando até que decidi ir até ela, cheguei e parei do seu lado. Ela me olhou e sorriu, não entendi muito bem, nem tomou um susto, nem nada. Tipo, parecia que ela já sabia.
Terror: Está rindo de que, mina? - Disse olhando pra vista e que visão parceiro, toda vez que venho aqui é a mesma sensação.
Maria Clara: De você ué, ficou se escondendo ali atrás. Como se eu não soubesse que você estava me seguindo e parou ali. - Falou sorrindo entre os dentes, como ela sabe? Disfarcei tão m*l assim c*****o?
Terror: E como tu sabe que era eu, mandada? - Perguntei inconformado.
Maria Clara: Seu cheiro, seu perfume. - Disse mas sem me olhar nos olhos, fiquei até sem palavras.
Terror: Então tu conhece o meu cheiro né? - Disse rindo.
Maria Clara: Claro, inconfundível. - Falou rindo também.
Terror: Queria te pedir desculpas por hoje, peguei meio que pesado com você. Fiquei puto com a parada que vi lá no pagode e quis te castigar de uma certa forma. Não sei muito bem o que tá rolando, mas estamos confundindo os bagulhos e estamos perdendo o respeito um com o outro e o real e principal propósito da nossa aproximação, que é acabar com o ferrugem pra você ter sua liberdade. - Disse olhando nos seus olhos, mas um pouco distante.
Maria Clara: Também te peço desculpas, estou confusa com tudo, nem sei na verdade decifrar o que estou sentindo. E desculpa também pela forma que eu falei, estava com raiva, eu não queria outro ali, eu queria você, se não fosse você, aquilo não aconteceria. Quis fazer com que você sentisse da mesma forma que eu me senti, quando fiz comida pra gente, depois de termos dormido juntos, mesmo que sem ter nada e você saiu pra ficar com outra mulher. Achei que também não houve um respeito, independente da casa ser sua, se eu tenho que te respeitar, você também precisa me respeitar. Você não é qualquer um e nunca vai ser, não pelas coisas que fez por mim e de onde me tirou, mas por ser você mesmo. Sei que pelo fato de você ser bandido, as coisas pesam mais pra você, sobre o que vão falar, da mina que mora na sua casa ficando com outro. Mas eu me sinto da mesma forma, não pelo que os outros vão falar, mas porque me incomoda mesmo. Sei que naquele dia intenção não era dormirmos juntos e sim pelo pesadelo que eu tive, mas mesmo assim a situação me incomodou e eu não vou mentir. Ah, eu também não te chamei de velho, nem sei sua idade. Talvez você tenha entendido de uma forma, mas não foi isso que eu quis dizer. - Falou com os olhos marejados e eu fiquei sem palavras, mais uma vez.