cap 02 meu primeiro baile

843 Palavras
Maitê Bem que a Alice falou que a casa dela era rapidinho pra cá… Chegamos na barreira e os meninos que estavam lá já liberaram a entrada. Pra ser sincera, quando eu vi eles segurando aquelas armas, dei uma suada em, mas não deixei me apavorar. Alice estaciona o carro em frente a uma casa onde tinha uns meninos armados, e eu e ela descemos. Alice – O neguinho cuida do carro aqui, por favor – diz ela, olhando para o menino que aparentava ter no máximo 17 anos. Menino – Pode deixar aí, Alice, é tranquilo – fala olhando pra ela e depois me analisando – Nem apresenta a amiga pra gente, hein? Alice – Não é pro seu bico não, que eu te conheço: você gosta de bagunça só! – diz ela, arrumando a saia. Menino – Que isso! Uma dessas eu casava – fala olhando pra mim, e eu acabo rindo. Alice acaba me dando a mão e me puxando em direção ao baile. Maitê – Conhece ele da onde, doida? – falo olhando pra ela. Alice – É super legal, amiga! Conheci ele quando eu tava comendo no barzinho com o neguinho. Ali é uma das casas do Fantasma, e não tem problema em deixar o carro por aí. Logo que chegamos no baile, ela me puxa em direção ao camarote. Xx – Quem é vocês? – fala olhando para nós duas. Alice – O neguinho já liberou a minha entrada, sou a Alice – diz ela olhando pra ele. Xx – Tranquilo então, sobe aí – fala saindo da frente com outro menino e deixando a gente subir. Assim que terminamos de subir, dou uma volta de 360 graus – eu nunca tinha visto tanta arma e tanto bandido assim. Mas tinha uns que davam um caldo em, por nada não. Alice – Amiga, vamos ali beber, tá tudo liberado, filho! – fala rindo, me puxando. Então a gente fica em um canto mais vazio, faz os nossos copos e fica ali dançando. O neguinho ainda não tinha chegado, então Alice ficou comigo. Depois de uma hora mais ou menos, começa um tumulto na entrada do camarote – eu e Alice, como sempre, nos viramos para ver o que estava acontecendo. Alice – Amiga, o chefe dele chegou! Olha só o Fantasma pra você ver se não dá um caldo do jeito que você gosta – fala no meu ouvido. Maitê – Vamos ver se é tudo isso… – falo esperando o povo sair da frente pra eu ver. E minhas amigas, quando consegui enxergar, realmente é tudo isso e muito mais! Que homem é esse? Devia ter 1,80 e poucos, todo tatuado, com algumas correntes – uma delas escrita “Fantasma”, que devia ser o vulgo dele – relógio e algumas dedeiras, cabelo na régua. Alice – Disfarça pelo menos, né amiga! – fala rindo, bebendo. Maitê – Bonito, mas não me impressiono tanto assim não. Vai ver ele nem fode bem – falo dando um gole na minha bebida. Alice – Filha, pelo que eu escutei aqui, ele não decepciona na cama não, hein! Mas eu vou lá dar um cheiro no Kevin e já volto – fala me dando um beijo na bochecha e indo até onde o neguinho estava. Eu continuo ali, bebendo e curtindo sozinha. Uns 20 minutos depois, Alice volta me chamando pra ficar onde ela está – e para não ficar sozinha, eu vou. Alice – Ah, amor, essa é a minha irmã Maitê, a que eu falei que ia trazer – fala olhando pra mim sorrindo. Maitê – Oi, prazer! – falo olhando pra ele meio sem graça, porque o resto da roda olha pra mim. Neguinho – Fica à vontade aí, sinta-se em casa – fala me olhando, mas logo depois já volta a focar na Alice. Eu me encosto na grade pra ver lá em baixo, até que um menino se encosta do meu lado – também novinho. Passarinho – Achei o tesouro em! – fala me olhando rindo. Maitê – Nossa, já chega assim? – falo rindo, porque ele tinha uma cara engraçada. Passarinho – Claro! Se sabe o quão difícil é encontrar mulher bonita aqui – e simpática, além do mais! – fala me olhando. Maitê – Ah, para! Aqui deve ter bastante mulher bonita – falo olhando pra ele. Passarinho – Então você não deve ser daqui, certeza! Qual é o seu nome, hein? – fala dando um gole na sua bebida. Maitê – Me chamo Maitê, e você? – falo olhando pra ele. Passarinho – Por enquanto me chama de Passarinho. Se quiser saber o meu nome, vai ter que me dar um beijinho pelo menos – fala fazendo um bico, e eu acabo rindo. Maitê – Foi uma boa tentativa essa! – falo rindo, bebendo a minha bebida. Enquanto Alice estava no momento love com o neguinho dela, eu e Passarinho ficamos conversando. Que menino engraçado ele é – tem 18 anos, é vapor daqui e me parece ser gente boa.
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