Maitê
Bem que a Alice falou que a casa dela era rapidinho pra cá… Chegamos na barreira e os meninos que estavam lá já liberaram a entrada. Pra ser sincera, quando eu vi eles segurando aquelas armas, dei uma suada em, mas não deixei me apavorar.
Alice estaciona o carro em frente a uma casa onde tinha uns meninos armados, e eu e ela descemos.
Alice – O neguinho cuida do carro aqui, por favor – diz ela, olhando para o menino que aparentava ter no máximo 17 anos.
Menino – Pode deixar aí, Alice, é tranquilo – fala olhando pra ela e depois me analisando – Nem apresenta a amiga pra gente, hein?
Alice – Não é pro seu bico não, que eu te conheço: você gosta de bagunça só! – diz ela, arrumando a saia.
Menino – Que isso! Uma dessas eu casava – fala olhando pra mim, e eu acabo rindo.
Alice acaba me dando a mão e me puxando em direção ao baile.
Maitê – Conhece ele da onde, doida? – falo olhando pra ela.
Alice – É super legal, amiga! Conheci ele quando eu tava comendo no barzinho com o neguinho. Ali é uma das casas do Fantasma, e não tem problema em deixar o carro por aí.
Logo que chegamos no baile, ela me puxa em direção ao camarote.
Xx – Quem é vocês? – fala olhando para nós duas.
Alice – O neguinho já liberou a minha entrada, sou a Alice – diz ela olhando pra ele.
Xx – Tranquilo então, sobe aí – fala saindo da frente com outro menino e deixando a gente subir.
Assim que terminamos de subir, dou uma volta de 360 graus – eu nunca tinha visto tanta arma e tanto bandido assim. Mas tinha uns que davam um caldo em, por nada não.
Alice – Amiga, vamos ali beber, tá tudo liberado, filho! – fala rindo, me puxando.
Então a gente fica em um canto mais vazio, faz os nossos copos e fica ali dançando. O neguinho ainda não tinha chegado, então Alice ficou comigo.
Depois de uma hora mais ou menos, começa um tumulto na entrada do camarote – eu e Alice, como sempre, nos viramos para ver o que estava acontecendo.
Alice – Amiga, o chefe dele chegou! Olha só o Fantasma pra você ver se não dá um caldo do jeito que você gosta – fala no meu ouvido.
Maitê – Vamos ver se é tudo isso… – falo esperando o povo sair da frente pra eu ver.
E minhas amigas, quando consegui enxergar, realmente é tudo isso e muito mais! Que homem é esse? Devia ter 1,80 e poucos, todo tatuado, com algumas correntes – uma delas escrita “Fantasma”, que devia ser o vulgo dele – relógio e algumas dedeiras, cabelo na régua.
Alice – Disfarça pelo menos, né amiga! – fala rindo, bebendo.
Maitê – Bonito, mas não me impressiono tanto assim não. Vai ver ele nem fode bem – falo dando um gole na minha bebida.
Alice – Filha, pelo que eu escutei aqui, ele não decepciona na cama não, hein! Mas eu vou lá dar um cheiro no Kevin e já volto – fala me dando um beijo na bochecha e indo até onde o neguinho estava.
Eu continuo ali, bebendo e curtindo sozinha. Uns 20 minutos depois, Alice volta me chamando pra ficar onde ela está – e para não ficar sozinha, eu vou.
Alice – Ah, amor, essa é a minha irmã Maitê, a que eu falei que ia trazer – fala olhando pra mim sorrindo.
Maitê – Oi, prazer! – falo olhando pra ele meio sem graça, porque o resto da roda olha pra mim.
Neguinho – Fica à vontade aí, sinta-se em casa – fala me olhando, mas logo depois já volta a focar na Alice.
Eu me encosto na grade pra ver lá em baixo, até que um menino se encosta do meu lado – também novinho.
Passarinho – Achei o tesouro em! – fala me olhando rindo.
Maitê – Nossa, já chega assim? – falo rindo, porque ele tinha uma cara engraçada.
Passarinho – Claro! Se sabe o quão difícil é encontrar mulher bonita aqui – e simpática, além do mais! – fala me olhando.
Maitê – Ah, para! Aqui deve ter bastante mulher bonita – falo olhando pra ele.
Passarinho – Então você não deve ser daqui, certeza! Qual é o seu nome, hein? – fala dando um gole na sua bebida.
Maitê – Me chamo Maitê, e você? – falo olhando pra ele.
Passarinho – Por enquanto me chama de Passarinho. Se quiser saber o meu nome, vai ter que me dar um beijinho pelo menos – fala fazendo um bico, e eu acabo rindo.
Maitê – Foi uma boa tentativa essa! – falo rindo, bebendo a minha bebida.
Enquanto Alice estava no momento love com o neguinho dela, eu e Passarinho ficamos conversando. Que menino engraçado ele é – tem 18 anos, é vapor daqui e me parece ser gente boa.