Fantasma Narrando
Acordei e peguei o meu celular – já eram 9 da manhã. A gente foi dormir ontem por volta das 4 da madrugada. Mas te falo, eu podia dormir até duas da tarde só, depois daquela rolê que eu ia tá bem porque essa daí sabe o que faz. Depois de ter acabado comigo, ela tá aqui deitada no meu peito e eu fico reparando: é c*****o, a mina é perfeita! Eu tiro uma foto dela deitada só pra guardar e já mando mensagem pra quem tá de plantão pra ir na padaria buscar uns negócios pra gente comer aqui. Fico mexendo no celular até ela acordar – não demora muito, ela começa a se espreguiçar e então pega o celular.
Maitê: Nossa, já são nove horas, Gabriel! Você nem me acordou. – fala me olhando coçando o olho.
E te fala, ela falando o meu nome logo que acorda – eu até penso em colocar ela no meu nome.
Fantasma: Eu não te chamei porque você tava cansada. Vai trabalhar hoje? – fala passando a mão no cabelo dela.
Maitê: Vou às 12. Posso usar o seu banheiro pra tomar banho pra adiantar? – fala me olhando.
Fantasma: Nem precisa perguntar, usa lá, sinta-se em casa, loira! – fala olhando pra ela rindo.
Ela vem e me dá um selinho, indo pro banheiro só de calcinha.
Então enquanto ela toma banho, eu vou no outro banheiro pra tomar banho também – as vezes as mulheres querem fazer essas paradas sozinhas, né? Seu tempo é seu, c*****o. Então eu vou lá, tomo banho e coloco só uma bermuda mesmo, porque m*l amanhece no Rio de Janeiro e já tá fazendo 40 graus. Desço, ligo o ar-condicionado, pego as coisas que o menino da padaria trouxe e coloco na mesa. Começo a fazer café e sento pra comer, quando vejo ela descendo as escadas com o cabelo molhado, só com a minha blusa do Flamengo. Te fala, queria essa visão todo dia!
Maitê: Peguei essa camisa sua, espero que você não se importe. – fala me olhando.
Eu tenho muito ciúmes de todas as minhas blusas de time, mas pra ela eu até dou essa.
Fantasma: Fica tranquila, pode ficar aí. Quando for ter jogo, você vem pra cá com ela. – fala olhando pra ela, porque vai ter jogo no sábado, então já é uma jogada.
Maitê: Olha não, fala essas coisas que eu acredito! – fala cortando o pão.
Fantasma: Mas eu tô falando sério, bota fé mesmo. Tem jogo sábado, vem pra cá. – fala olhando pra ela.
Maitê: Então eu venho, que horas? – fala e logo em seguida dá uma mordida no pão.
Fantasma: Faz o seguinte: vem na sexta à noite, dorme aqui. Aí domingo você vai embora. – fala e ela me olha arqueando a sobrancelha.
Fantasma: Não quer vir? – fala olhando pra ela.
Maitê: Quero, mas eu não vou te atrapalha se eu ficar aqui o final de semana? – fala me olhando.
Fantasma: Atrápalha a minha piroca! – fala olhando pra ela e ela ri.
Então a gente toma café conversando. Eu lavo a louça e ela sobe pra terminar de se trocar. Desce com a calça que usou ontem e a blusa do Flamengo, e a gente sai pra eu deixá-la em casa.
Maitê: Então sexta à noite, certo? – fala me olhando e eu balanço a cabeça que sim. Ela inclina a cabeça pra me dar um beijo e eu não sou bobo, continuo né!
Logo ela termina o beijo, me dando alguns selinhos.
Maitê: Vou entrar pra não me atrasar. Mas muito obrigada por ontem, eu adorei! Tchau, beijos até sexta. – fala descendo do carro e batendo a porta.
Então eu espero ela entrar e volto pro meu morro. E falo uma coisa aqui: eu não to me reconhecendo não, papo que se eu ver outro querendo ir nela, eu mato!