Maitê
Eu acordo e o Gabriel tá agarrado na minha cintura, com a cabeça enfiada no meu pescoço. E eu tô me convencendo – fazendo eu acreditar que não estou começando a gostar dele. Porque eu sei como funciona a vida que ele leva e sei muito bem como funciona a vida das mulheres de bandido, e eu me amo muito mais. Ele vai ter que mostrar que é muito diferente dos outros. Eu tiro uma foto dele deitado assim em mim, porque ele tá muito bonitinho, e fico mexendo no celular fazendo carinho na cabeça dele.
Fantasma: Larga esse celular aí e fica aqui comigo. – fala tirando o celular da minha mão e jogando em algum lugar da cama.
Maitê: Mas você tá dormindo, não tem nada pra fazer. – falo olhando pra ele indignada.
Fantasma: Pronto, já acordei. Fica aqui quieta, porque dificilmente eu tenho essa calma. – fala passando a mão nas minhas costas.
Maitê: Aff, isso é coisa de gente velha. – falo zoando ele.
Fantasma: Na hora de chupar o meu p*u você não pensa se eu sou velho, né? – fala passando a mão na minha b***a.
Maitê: Claro né, tem que aproveitar enquanto ainda sobe. – falo rindo.
Fantasma: Se vai ver sua maldita... – fala puxando o meu cabelo e beijando o meu pescoço.
Maitê: Quantos anos você tem? – falo curiosa, porque eu nunca tinha perguntado isso pra ele.
Fantasma: Tenho 35, você é novinha ainda né.
Maitê: Meu deus, você é muito velho! Eu tenho 22, novinha. – falo fazendo cafuné nele.
Fantasma: Novinha mas gosta de sentar pra bandido, né? – fala rindo de canto, cheirando o meu pescoço.
Maitê: Você é uma exceção – uma grande exceção.
Fantasma: E vou continuar sendo, porque não é pra você ficar com mais ninguém. Você é minha. – fala me olhando.
Maitê: Hahahaha, que dó, seu sonho né, amor? – falo olhando pra ele.
Fantasma: Eu não tô brincando aqui – você é minha. – fala me olhando sério.
Maitê: E você vai ser meu? – falo olhando pra ele e ele não responde. Foi o que eu imaginei.
Fantasma: Se você fica só comigo, eu fico só com você. Se acha que eu to com idade pra ficar em putaria... – fala me olhando.
Maitê: Vamos com calma. Se for pra ser, vai ser. – falo olhando pra ele e ele revira os olhos e me beija.
Então a gente fica um tempo a mais de chamego na cama. Depois a gente levanta, toma um banho, tomamos café juntos e ficamos no sofá assistindo filme.
Fantasma: Loira, o jogo é às 16. Tô pensando em fechar o bar do Zé e chamar o pessoal. – fala me olhando deitado na minha coxa.
Maitê: Ah, eu topo o que você acha melhor. – falo olhando pra ele.
Fantasma: Vou ligar pra ele pra fechar pra gente, porque fica melhor sem muita gente lá. – fala levantando indo atrás do celular.
Então ele liga pro Zé e ele fecha a área de cima do bar pra assistir o jogo. Eu mando mensagem pra Alice e ela disse que vai com o neguinho.
Já vai dar o horário do jogo. Eu coloco a blusa dele, uma mini saia jeans preta, um chinelo Havaianas branco e as minhas pulseiras que não vivo sem.
Maitê: Vamos, Gabriel! – fala saindo do closet e indo pro quarto, onde ele tava sentado na ponta da cama.
Gabriel: Nossa... – fala me olhando e me puxando pela mão.
Maitê: Gostou? – falo virando de costas, que tá o vulgo dele.
Gabriel: Claro que eu gostei. Pra todo mundo ver que você é minha. – fala me abraçando pela cintura.
Maitê: Eu gosto desse jeito seu sonhador. – falo virando e dando um selinho nele.
Maitê: Vamos, bora levantar que a Alice já tá chegando lá. – falo puxando ele pela mão.
Então a gente desce, entra no carro e vai pro bar. Pra subir, a gente tem que passar pelo meio do bar que tava consideravelmente cheio. Mas o Fantasma vai na frente, me puxando pela mão pra gente subir na escada – ele me coloca na frente dele por conta que eu tava de saia.
Alice: Aí finalmente você chegou! – fala sentada bebendo já.
Maitê: Nossa, já tava com saudades. – falo brincando com ela e sentando do lado dela.
Então a gente fica ali papeando até o jogo começar, e logo depois o Fantasma senta do meu lado pra gente assistir o jogo juntos.