Shane
Eu espero e espero um pouco mais e não há resposta. Meu coração aperta, será que ele desistiu do que escreveu porque eu não respondi aquela hora mais cedo? Espero que não. Chegamos em casa e ainda confiro o celular mais uma vez antes de descer do carro, nada de mensagem dele ainda.
Já são quase onze da noite quando subo para meu quarto depois de chegarmos. Me deito em minha cama, mas não tenho ainda nem um pouco de sono, porque estou ansiosa demais com tudo isso. Vejo mais uma vez a mensagem que ele me enviou com medo de que eu tenha apenas imaginado isso. Mas mensagem está lá, da mesma forma que eu me lembrava de ter visto alguns minutos atrás. Ele não está online, no entanto. Vou esperara mais um pouco.
Acordo e vejo que já são sete e meia, droga de mania de acordar cedo por causa dos horários do colégio, ainda continuo com esse despertador interno mesmo que não tenha aulas pra ir. Me lembro então do meu telefone que com certeza deve ter uma resposta agora. Procuro ele por toda a cama porque devo ter dormido enquanto esperava por uma resposta dele.
Quando finalmente o encontro debaixo do travesseiro, percorro a lista de mensagens e nenhuma delas é dele, só de algumas colegas minhas falando sobre cosas triviais. Depois de responder algumas sem muita expectativa porque a que eu realmente queria ver não está entre elas, decido mandar outra mensagem para ele.
Eu: Por que me mandou essa mensagem se não ia mais me responder?
Eu sei que parece que estou implorando pela atenção dele, mas eu preciso mesmo saber o que aconteceu, se ele queria me ajudar por que então desaparecer assim? Espero mais uns minutos e nada de resposta ou sinal dele online. Escovo meus dentes enquanto tomo um banho rápido e desço para o café da manhã. É sábado, geralmente meu pai trabalha em casa, pelo menos hoje terei a companhia dele nos momentos em que precisamos nos reunir, tipo agora no café da manhã.
Não desço com meu telefone para evitar passar mais raiva com a Shelly mandona. É irônico meu pai tomar café da manhã com um jornal em mãos e eu não poder ter meu celular por perto, mas eu deixo passar, tenho que me comportar bem se quero sair pra fazer alguma coisa por esses dias e se o professor Andrews me responder, teremos que marcar um encontro. Só em pensar nisso já fico ansiosa e também com vontade de saber se ele já me respondeu.
Termino meu café mais rápido do que costumo fazer, digo ao meu pai que vou ao meu quarto, subo as escadas rapidamente e encontro meu celular sobre a mesa onde o deixei. Verifico mais uma vez as mensagens e não há nenhuma dele, ele se quer viu a última mensagem que enviei. Como posso estar tão ansiosa pra encontrar um cara que nem conheço bem? Eu n]ao sei, só sei que quero muito isso.
Ao passar pelas outras mensagens vejo uma de Andrea Paulson, ela estuda comigo, não somos melhores amigas, mas nos damos bem. Ela está me convidando pra ir ao shopping com mais algumas meninas, eu aceito na hora, apesar de ainda ter que pedir ao meu pai.
...
__Então posso ir?
__Andrea Paulson é filha de Sarah Paulson?
__Essa mesmo pai.
__Então tudo bem.
Eu não entendo essas estranho obsessão do meu pai em ficar no meu pé, acho que é coisa da Shelly porque ele não era assim. Mas eu não vou questionar porque vamos começar outra discussão inútil sobre isso.
Encontro as meninas na entrada do shopping, nos cumprimentamos e combinamos primeiro em ir na Gucci, porque Olivia quer um moletom novo lançado na marca. Estamos na loja olhando umas peças enquanto ela experimenta o que diz ser o moletom perfeito. Meu celular vibra no bolso de trás dos meus jeans, pego e confiro para ver uma mensagem dele dizendo:
Professor Andrews: Desculpe a demora
Professor Andrews: Como quer fazer isso?
Um novo sorriso aparece em meu rosto agora.
Guardo meu telefone no bolso e começamos mais uma rodada de doses de uísque, isso de maneira nenhuma vai acabar bem, mas não sou eu que vou questionar isso hoje.