Capítulo 7

705 Palavras
Thomas Minha garganta fica ainda mais seca e é como se o chão abrisse sobre meus pés. Eu sei que posso estar precipitando as coisas quando minha mente sugere traição ou algo do tipo,mas não posso evitar me sentir assim. Ainda mais quando vejo a data em que o cartão foi escrito e lembro que foi exatamente na noite em que preparei um jantar especial e ela não pode vir porque ficou presa em uma reunião fora da cidade. Shane Detesto teatro. Nem os do colégio eu gostava, só participava pra receber nota. Agora tenho que ficar aqui sentada com minha adorável família perfeita e falsa. Pelo menos eu tenho meu celular escondido e digito para Claire sobre a chatice de estar aqui. Shelly me olha pelo canto do olho como se isso fosse fazer eu de alguma forma guardar meu telefone e prestar atenção a essa peça chatíssima. Ela então olha para o meu pai que logo ao ouvir o que ela diz ao pé do ouvido já se aproxima ainda mais de mim e diz: __Querida, pode pelo menos guardar esse telefone e fingir que está gostando da peça? Eu olho para Shelly, que tem essa cara de sonsa preocupada, mas que nunca me convenceu de que quer o meu bem, em seguida olho para ele, sorrio como sempre faço da forma mais falsa possível e que ele nunca percebe e digo: __Claro, papai. Guardo meu telefone na bolsa e fulmino Shelly com os olhos, ela ignora isso ao apenas olhar pra frente e sorrir satisfeita. Meu pai se casou com uma i****a. Pelo menos ano que vem estarei na faculdade e não vou mais precisar ficar aqui passando por isso. Eu tento não cochilar durante a peça, mas isso é meio inevitável, pelo menos Shelly não faz meu pai me acordar, na verdade ele faz isso quando já estamos prontos para sair e seguir para a parte dois da tortura, nosso jantar em família de fim de semana, que geralmente é na sexta-feira e não no fim de semana mesmo. ... Vamos para o restaurante de sempre pedir quase os mesmos pratos de sempre. Benjamin já dorme, coitadinho, a noite foi chata pra ele também. Pelo menos disso tudo eu tive essa vantagem, ter um irmãozinho mais novo, eu não tinha nenhum. Ele é um amor, apesar de Shelly sempre manter ele por perto e dificilmente termos muito tempo juntos. Se a minha mãe não viajasse tanto a negócios, talvez eu estivesse morando com ela, mas logo no primeiro ano eu vi que não seria possível isso e decidi ficar com o meu pai. Meu celular vibra na minha bolsa durante o jantar, vejo na tela que o nome do cara com que eu venho sonhando esses dias todos aparece lá. Já vou abrir a mensagem sentindo meu coração pular pela boca quando ouço meu pai dizer: __Querida, o que já combinamos sobre telefone durante o jantar? Dessa vez eu quase imploro: __Mas pai, eu juro que é importante. Então ele diz: __Então me deixe ver de quem é e eu posso te confirmar isso. Meu rosto até fica branco agora, eu nunca poderia deixar ele ver isso ou ele e a Shelly nunca mais me deixariam sair de casa. Então eu apenas emburro minha cara e ele sabe que venceu, na certa acha que é uma mensagem da Claire, ele sabe como somos grudadas, principalmente ao telefone. Menos m*l, não quero que ele saiba nunca sobre o professor Andrews. Meu coração ainda está acelerado de tanta emoção, não faço ideia do que diz a mensagem, mas estou louca para saber, será que ele vai me dar uma chance? Será que apenas apagou meu número e agora tem ele lá sem saber de quem é e só está querendo saber isso? Será que a noiva dele descobriu tudo? Mas tudo o quê se não houve nada? Minha cabeça está a mil e assim que entramos no carro de volta pra casa, abro logo minha bolsa e vou conferir meu telefone. Abro a mensagem dele que diz: Professor Andrews: Ainda está afim de aprender mais sobre sexo? Meu corpo até congela um instante, pra em seguida todo esse calor tomar conta de mim.
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