Capítulo 50

959 Palavras

Submeter-se era uma palavra que Aisha conhecia bem demais. Conhecia nos ossos, nos joelhos marcados, na garganta que já implorou perdão por culpas que nunca foram suas. Aprendeu cedo que, às vezes, sobreviver significava abaixar a cabeça, engolir a dor e aceitar humilhações como se fossem parte natural da vida. Mas sobreviver também ensinou outra coisa. Que ninguém pisaria nela para sempre. Se ela suportara aquilo, suportaria qualquer coisa. E se Artem quisesse destruir sua vida, que tentasse. Ela não recuaria. O retorno a Moscou foi silencioso. Artem parecia mais frio, distante como uma muralha de gelo, e Aisha retribuiu na mesma moeda. Não trocaram palavras desnecessárias, não dividiram olhares. Quando chegaram à mansão, Dimitri abriu o porta-malas e puxou a mala dela, mas Aisha seguro

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