Capítulo 46

869 Palavras

Naquela noite, ela não conseguiu dormir. Bastava fechar os olhos para se ver outra vez na casa do pai, como se estivesse presa ali, mesmo longe. O cheiro, as paredes, o silêncio pesado. Tudo voltava. Passava a mão devagar pelos cabelos de Cassandra, tentando se acalmar com aquele gesto simples. A menina dormia profundamente, alheia ao caos que cercava o mundo da mãe. Artem estava no quarto ao lado. Se dependesse dela, teria colocado o homem para fora naquela mesma noite. Levantou-se em silêncio e foi até a cômoda. Pegou o caderno de Cassandra, aquele que guardava como um tesouro, e começou a folhear as páginas. Era ali que ela se sentia segura. Era estranho pensar que, quando contou a Artem que a filha se chamava Cassandra, ele não reagiu. Não perguntou nada. Apenas disse que era um no

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