Capítulo 52

1279 Palavras

Quando Artem chegou ao endereço, sentiu o estômago se contrair. Não era medo. Era intuição. Homens como ele aprendiam cedo a confiar nesse tipo de sensação, porque ignorá-la costumava custar caro. Fez um sinal rápido para seus homens ficarem em alerta. A mansão era antiga, parte do patrimônio da família há gerações. Sempre esteve vazia, intocada, como uma relíquia esquecida no tempo. Ele nunca se importou com aquele lugar, mas agora tudo parecia diferente. O portão rangeu quando foi empurrado. O som soou pelo jardim abandonado, onde a vegetação crescia sem controle. A fachada estava intacta, mas morta. Como se ninguém respirasse ali há décadas. Dentro, o ar estava pesado. O cheiro de poeira e mofo grudava na garganta. Lençóis brancos cobriam os móveis, transformando sofás, mesas e poltr

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