1 mês atrás Artem permanecia imóvel atrás da mesa, os olhos fixos nos dossiês espalhados à sua frente. As folhas já haviam sido lidas dezenas de vezes, talvez mais. Ele sabia cada detalhe de cor, cada anotação à margem, cada falha gritante naquelas investigações. Mesmo assim, continuava olhando, como se em algum momento os papéis fossem mudar sozinhos. Nos últimos meses, não conseguiu descobrir absolutamente nada sobre ela. Nenhum rastro confiável. Nenhuma confirmação. Apenas fragmentos desconexos. Para alguém como Artem, aquilo era mais do que frustrante. Era ofensivo. Às vezes, em noites longas demais, ele se permitia pensar no impensável. Questionava se aquela garota tinha sido real. Se não passara de uma construção conveniente, uma armadilha tão bem arquitetada que parecia humana. A

