Capítulo 12

870 Palavras

— Primo, o que é isso? — perguntou ela, com cuidado excessivo, como se qualquer inflexão errada pudesse provocar algo que ela não conseguiria conter. Artem não respondeu de imediato. Apenas tomou a mão dela com delicadeza estudada e a guiou até dentro da caixa. Aisha tocou o tecido e o corpo inteiro enrijeceu. Era pequeno. Íntimo. Definitivo demais. O sorriso dele permaneceu intacto, calmo, quase afetuoso. — Primo… — ela engoliu em seco. — Isso é uma peça íntima? Ele inclinou levemente a cabeça, como quem observa uma reação interessante. — Sim. O silêncio que veio depois foi intencional. Artem sabia usar o tempo como arma. — Eu não posso usar isso para você ver — completou ela, tentando recuperar algum controle. — Não faz sentido. — Faz, sim — respondeu ele, com suavidade irritante.

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR