Cinzas que Ainda Queimam

968 Palavras
A mansão parecia grande demais sem o barulho do mar, o silêncio dos corredores de mármore ecoando a distância que agora separava Melissa e Daniel. A viagem à praia havia acabado, os dias de sol, festas e desejo descontrolado ficando para trás, mas o fogo entre eles não apagava. Melissa estava no quarto, o corpo envolto em um vestido de algodão leve, os cabelos pretos soltos, os olhos azuis fixos na janela. A transa com Daniel na última noite da viagem — as estocadas fortes, as falas sujas, o jeito que ele a fez gritar seu nome — ainda pulsava em sua pele. Mas ele a afastara depois, dizendo que não podiam continuar, que jurou protegê-la, não destruí-la. A volta para casa só tornava a distância mais cruel.Daniel estava na sala de estar, revisando papéis da empresa, a camiseta preta colada ao corpo musculoso, os olhos castanhos focados no trabalho como se pudesse apagar Melissa da mente. Ele m*l falava com ela desde que voltaram, dois dias atrás, mantendo interações curtas, formais, como se fossem estranhos dividindo a mesma casa. Melissa sentia o ciúme queimar ao lembrar dele com Clara na praia, os toques dela, o jeito que ele se jogava para outra para fugir do que sentia. Ele tá tentando me esquecer, ela pensou, o t***o misturado com uma dor que a sufocava.O celular vibrou, uma mensagem de Bianca: “Tá sumida, Mel! Jace tá perguntando de vc. 😏” Melissa bufou, jogando o telefone na cama. Jace havia sido uma distração na praia, as mãos dele em seu corpo, as estocadas rápidas atrás das rochas, mas não era Daniel. Ninguém era Daniel.Daniel estava se afogando em remorso. Cada vislumbre de Melissa — o jeito que o vestido abraçava suas curvas, os olhos azuis que pareciam ver através dele — era uma batalha perdida. Ele jurou protegê-la, desde os dias em que a segurava após os pesadelos do pai abusivo, quando ela era só uma criança. A transa na praia — a forma como ela gemeu, o calor do corpo dela, as palavras safadas que o fizeram perder o controle — era um erro que ele não podia repetir. Ela é minha prima. Minha garotinha. Não posso. Ele tentou se distrair com trabalho, com mensagens de Clara, que insistia em marcar um jantar, mas cada pensamento voltava para Melissa.Naquela tarde, Melissa, cansada do silêncio, desceu para a sala, o vestido subindo pelas coxas a cada passo. Daniel levantou os olhos, o olhar faiscando por um segundo antes de desviar, a mandíbula tensa. “Precisa de algo, Mel?” ele perguntou, a voz fria, como se ela fosse uma estranha.A frieza a cortou, mas também acendeu algo. “Quero saber por que você tá me tratando como se eu não existisse,” ela disse, parando na frente dele, os braços cruzados, o decote do vestido destacando os s***s. “Voltamos da praia, e você age como se nada tivesse acontecido. Como se não tivesse me fodido até eu gritar.”As palavras o acertaram, e ele se levantou, os olhos escurecendo. “Para, Melissa,” ele rosnou, a voz grave. “Você sabe por quê. Eu jurou te proteger. O que aconteceu na praia foi um erro. Você é minha prima, caralho.”Ela deu um passo à frente, tão perto que sentia o calor do corpo dele. “Erro? Você me queria, Daniel. Ainda quer. Eu vejo nos seus olhos.” A voz dela era rouca, provocante, e ela mordeu o lábio, sabendo o efeito que tinha.Ele respirou fundo, os punhos cerrados, tentando se segurar. “Você tá com o Jace,” ele disse, a voz tensa, ciúme escorrendo. “Vi você com ele na praia. Tá seguindo em frente. É melhor assim.”Melissa riu, amarga, o t***o a consumindo. “Jace? Ele não é você. Ninguém é você.” Ela agarrou a camiseta dele, puxando-o. “Quero sua rola, Daniel. Quero você me comendo como na praia. Para de fugir.”O desejo explodiu como uma bomba. Daniel a agarrou, a boca colidindo com a dela em um beijo faminto, as mãos rasgando o vestido até deixá-la só de calcinha. “p***a, você tá me matando,” ele grunhiu, jogando-a no sofá, o corpo dela exposto, os s***s subindo com a respiração pesada. “Você quer isso? Quer que eu te f**a sabendo que é errado?”“Quero, Daniel, me fode,” ela implorou, as pernas abertas, os olhos azuis faiscando. “Me faz sua p*****a de novo.”Ele arrancou a calça, a penetrando com uma estocada bruta, o ritmo rápido, cada movimento arrancando gemidos altos. “c*****o, você é tão gostosa,” ele grunhiu, as mãos agarrando os quadris dela, batendo com força. “Tá gostando de levar rola, né? Minha v***a safada.”“Sim, mete mais forte,” ela gritou, as unhas cravando nas costas dele, o prazer a consumindo. “Você é meu, Daniel. Só meu.” Ela o beijou com desespero, enquanto ele esfregava o c******s dela, fazendo-a gozar com um grito. “Isso, goza pra mim, Mel,” ele disse, a voz rouca, gozando logo depois, o calor enchendo-a.Caíram no sofá, suados, mas a culpa bateu forte. Daniel a abraçou, a voz quebrada. “Eu te amo, Mel. Mas isso tá nos destruindo. Não posso te arrastar pra esse inferno.”Melissa, com lágrimas nos olhos, sabia que ele tentaria se afastar de novo. “Você não tá me destruindo,” ela murmurou, a voz firme. “Tá me mantendo viva.”Mas o distanciamento voltou, mais frio que nunca. Nos dias seguintes, Daniel mergulhou no trabalho, saindo cedo, voltando tarde, enquanto Melissa recebia mensagens de Jace, tentando se distrair. O fogo entre eles queimava, mas a distância era um abismo que nenhum dos dois sabia cruzar.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR