Acordo no dia seguinte sem Nikolas ao meu lado. Na noite passada, meu marido demorou a retornar para o quarto, pois alegou que seu primo tinha custado a conseguir dormir, mas percebi o seu semblante preocupado. Não quis questioná-lo, mas sei que alguma coisa séria aconteceu para deixá-lo tão abalado. Suspiro pesado e, ao me levantar da cama, calço as minhas pantufas e visto um robe para descer. O dia está ensolarado, mesmo que estejamos no meado de julho, mas o geladinho do inverno continua se mostrando presente. Escuto a vozinha de Dora, num dos corredores, e percebo que ela está conversando com alguém. Encaminho-me para lá e a ouço gargalhar. — Fala baixinho, senão, alguém pode nos ver! — a menina cochicha, e aguardo o seu irmão, com quem costuma brincar, falar alguma coisa, porém não

