capítulo....2

1020 Palavras
Vitor Narrando... Me chamo Vitor Gomes tenho 29 anos, sou de Bela vista são Paulo capital, A vida nunca foi fácil pra mim desde muito novo eu aprendi a me virar sozinho, meu pai era um alcoólatra e minha mãe meteu o pé de casa assim que teve a chance de fugir das agressões e humilhações diarias do meu pai, ela se salvou só esqueceu de me salvar também, eu tinha 11 anos quando ela se foi sem olhar pra trás. A rua foi minha escola e faculdade, eu fugia pela janela do meu quarto e passava o dia todo na rua aprontando todas com uns moleques barra pesada, conheci drogas e todo tipo de malandragem, eu roubava qualquer pessoa em qualquer lugar sem ser notado passando batido era assim que eu comprava comida pra dentro de casa por que meu pai só se importava com a própria cachaça. Aos 20 anos eu já era conhecido como o sombra, os roubos ficaram profissionais eu era contratado pra entrar em qualquer lugar e roubar coisas grandes, como quadros valiosos, bancos, diamantes, meu serviço é bem feito sem margem pra erros, fiz toda a minha fortuna quando tinha 25 anos, já tinha uma casa grande de bacana, já era dono de algumas casas noturnas, já tinha apartamentos sublocados, deixei pra trás a miséria e o meu pai ele está tão bêbado que nem me ouviu falar "adeus pai" eu fiz como a minha mãe eu nunca mais voltei naquela casa. Dinheiro e fama eu tenho de sobra, sou muito respeitado no mundo do crime, quem me conhece sabe que sou um cara visionário e justo só tiro de quem tem mais que eu, roubar pobre aí é chinelagem. Pro meu azar o último roubo de carro forte deu tudo errado, eu tenho 3 amigos da minha extrema confiança, Carlinhos, tato e o Marcola estávamos com os seguranças do carro forte todos rendidos, pegando todos os malotes de dinheiro e levando pra Van que estava atravessada na rua nos esperando, todos de máscaras todos agindo rápido, quando todos já estavam entrando na van e eu estava pegando o último malote de dinheiro, um policial a paisana quis pagar de herói, ele me pegou por trás e tivemos uma luta corpo a corpo o que me tomou tempo de mais o cronômetro do relógio apitou me avisando que o tempo do assalto havia acabado e eu tinha que ir embora dali o mais rápido possível, consegui quebrar toda a cara dele, mais ele tirou minha máscara de palhaço do rosto e olhou no fundo dos meus olhos, eu atirei no meio da testa do desgraçado não poderia deixar testemunhas vivas, fiz sinal pra Van com os caras sair dali o mais rápido possível que mais tarde a gente se encontraria, eles foram cantando pneu e eu fiquei, a polícia do BOPE apareceu e eu corri feito um louco, pulando muro e telhados, graças a malhação diária meu corpo é bastante resistente eu corro por umas 15 quadras mais fui pego em um beco sem saída e cai preso. Já tem dois anos que eu tô preso, dois anos sem ver a luz do dia, dois anos sem saber o que é ter privacidade ou liberdade, dois anos dessa agonia de querer ter cama quente, comida boa e paz pra cabeça, aqui dentro o bagulho é louco. Não sou casado nunca fui, nunca acreditei em mulher nenhuma a maioria quer sempre o mesmo fama e dinheiro, mais eu tenho uma namorada a Débora ela tem 28 anos, ela tá puxando essa cadeia comigo, vem me tira um pouco do stress, traz umas paradas pra mim que eu peço e em troca eu pago ela e não é pouco, ela sabe que pra mim não é nada sério mesmo assim ela não me larga pelo dinheiro que eu tenho e tudo que eu proporciono pra ela. Acordei mais um dia nesse inferno, e hoje é dia de visita, fui pro banheiro tomei um banho gelado que a casa proporciona, fiz minhas higiênis pessoais e vesti o uniforme da penitenciária, calça laranja chinelos brancos e camiseta branca, fui para a grade esperando a Débora. Sem demora ela chegou de calça legging rosa. camiseta rosa e cabelo liso curtinho, preto. Débora- oi amor, pensou que eu não viria hoje? ela falou sorrindo com aquele tom de quem tá forçando simpatia. sombra- Já viu galinha não vir no milho? falei sério sem sorriso, nada ali tinha mais graça, mesmas paredes de pedras, mesmos caras, mesma mulher que vem sentar por dinheiro, os mesmos assuntos as mesmas piadas, rotina que já tinha me anojado faz tempo. Débora- não seja malvado amor eu trouxe bolo de chocolate pra você e Strogonoff como você me pediu. ela falou me entregando uma sacola grande e pesada. sombra- tá certinha, agora me fala tu conseguiu o que eu pedi pra você? eu tinha pedido pra ela conseguir com o Marcola o número novo do Carlinhos meu parceiro de crime, ele tá com a minha parte do roubo, confio nele de olhos fechados, ele teve que sair do rio de janeiro por um tempo pra esconder minha grana e se esconder por que ele foi reconhecido nas câmeras de segurança dirigindo a van do assalto. A Débora tirou um papel de dentro da calcinha e me entregou. Débora- consegui sim, o Régis mandou te avisar que o Carlinhos tá escondido no Rio grande do Sul com tua grana, esse é o número novo dele ele pediu pra você ligar hoje a noite sem falta. Régis é primo do Carlinhos o único com quem ele tem contato, trocamos recados por ele. sombra- valeu Débora, a grana que tu me pediu o Marcola é quem vai entregar pra você, fica esperta ele vai ti dar só 2.000 mil reais nada além disso. falei sério, a Débora me ajuda quando eu preciso mais ela é passada gosta de banca a esperta e sempre pede dinheiro a mais que o combinado, o Marcola tá responsável pelos meus negócios meus investimentos, ele gira meu dinheiro até eu sair desse inferno.
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