Capítulo 51

1548 Palavras

Gustavo ​A porta do terraço bateu com um som seco, ecoando como um veredito final enquanto eu girava a chave. O ar ali dentro, antes carregado de uma promessa de luxúria e controle, agora parecia rarefeito, asfixiante. Olhei para Mel; ela não era mais a mulher audaciosa que me provocara na cozinha. O que restava ali era um rastro de desespero. Nem Larissa, que carregava uma pureza quase intocável em meio ao caos de sua gravidez, havia demonstrado uma reação tão visceral. ​Guiado por um instinto que eu m*l reconhecia como meu, segurei suas mãos frias e a conduzi para fora daquele quarto maldito. Precisávamos de ar. A brisa que subia do oceano trouxe consigo o cheiro de sal e a promessa de liberdade, mas Mel parecia presa em uma cela invisível. Ajudei-a a se sentar em uma das poltronas lar

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