FRANCINE — E ai? Encarei-a e ri baixo, totalmente inacreditada. — Eu realmente não sei. Não existe. Não que eu saiba pelo menos. A mulher sentada a minha frente mexeu no óculos e me olhou séria. Eu já esperava uma de suas frases incentivadoras, por isso não escondi a surpresa quando ela falou bem mais que isso. — Você tem dificuldades em enxergar o melhor de si. Já trabalhamos nisso mas tem algo que a deixa de olhos fechados, impossibilitando de ver. Preciso que me conte Francine, para que eu possa te ajudar, para que você se encontre — anotou algo na parte daquele caderno que ela mantia separado apenas para mim. — O abandono do seu pai, o modo relapso com o qual fora criada por sua mãe e a relação com seu irmão. Eles foram moldando-a, moldando a sua cabeça, o seu modo de pensar..

