Valentina Eu tô sentada no sofá, mão na barriga que ainda nem tá aparecendo de verdade, olhando pro celular como se ele fosse explodir. A tela acende de novo com o nome dele. Bruno. O número que eu salvei como “amor” faz tempo, mas que ultimamente só trazia silêncio e dor. Ele ligou cinco vezes hoje. Cinco. Eu ignorei as quatro primeiras. Na quinta, eu atendi. — Valentina… por favor… me deixa te ver. Eu tô aqui no Rio. Preciso falar contigo. Urgente. A voz dele tremia. Eu senti um aperto no peito que doeu pra c*****o. Raiva, saudade, medo, tudo misturado. Eu queria desligar. Queria mandar ele pro inferno. Mas eu tô cansada de lutar sozinha. — Onde? — perguntei seca. — No apê que o Miguel alugou pra mim. Barra da Tijuca. Te mando o endereço agora. Eu desliguei sem falar mais nada. Lev

