Miguel Eu tô no apê do Carlos de novo, porta trancada, luz baixa, cheiro de uísque e sexo no ar. Faz meses que isso virou rotina, mas hoje tá diferente. Hoje eu não vim só por t***o. Hoje eu vim porque não consigo mais ficar longe. Porque quando eu tô no treino, no carro, na cama sozinho, eu penso nele. Penso na voz rouca dele me chamando de “garoto”, no jeito que ele me segura pela nuca, no p*u dele entrando devagar, no prazer que me atravessa inteiro. Eu penso nisso e fico duro na hora. Eu me odeio por isso, mas não consigo parar. Ele abre a porta. Camisa aberta, calça de moletom, sorriso de canto. Olha pra mim como se soubesse exatamente o que eu tô sentindo. — Veio cedo hoje. Eu entro. Fecho a porta. Tranco. Não falo nada. Só vou até ele. Beijo ele forte. Língua na boca dele, mão n

