Bruno Eu acordo de madrugada com o lado da cama vazio e frio. O relógio marca 3:47. Valentina não tá aqui. O travesseiro dela ainda tem o cheiro do perfume dela, mas o corpo sumiu. Eu sento na cama rápido, coração já acelerado. Chamo baixo. — Valentina? Nada. Só o silêncio do apê, o ar condicionado zumbindo baixo, a luz da rua entrando pela fresta da cortina. Eu levanto, vou até o banheiro. Vazio. Cozinha vazia. Sala vazia. A bolsa dela sumiu. O celular dela sumiu. Eu sinto um frio na espinha que não explica. Pego meu celular, ligo pra ela. Cai na caixa postal. Mando mensagem: 📲 Eu: Amor, cadê você? Tô preocupado. Volta agora pra casa. Nada. Nem visualizado. Eu ando de um lado pro outro na sala, mão no cabelo, tentando não surtar. Ela disse ontem que ia dormir cedo, que tava cansa

