6-Izzi

948 Palavras
-Eu deveria ter falado não... Digo me olhando no espelho. Oliver da uma latida. -Ei, garotão... O que acha? Digo agora dando uma voltinha para meu cachorro me olhar. Quando termino ele da mais um latido. -Obrigada amigão. Adorei o elogio. As vezes penso ser a pessoa mais patética de mundo, falo com Oliver como se ele realmente me respondesse, mas quem me prova que ele não falou agorinha que estou linda. A mais linda que ele ja conheceu? Meu celular apita. Mensagem Bella: Oie, estou aqui embaixo. Respiro fundo me despeço de Oliver e desço, enquanto vou descendo nada me tira da cabeça, eu não deveria ter aceitado. Desde que cheguei aqui, nunca sai para barzinhos e essas coisas. Não por falta de convite, por que Isabella toda semana me convida. Hoje aceitei apenas por que na segunda eu começo meu estágio na delegacia, então Bella e Cadu, (seu namorado) acharam que seria legal eu conhecer a turma antes do batente. Agora começo a me arrepender por dar ouvido à eles. Eu nunca fui a nenhum barzinho, não tomo nada álcoolico e as únicas festas que fui são as tradicionais da Bahia. Vou descendo e um nervosismo toma conta de mim, assim que avisto o carro de Bella, me aproximo, ela abre o vidro e pede para mim sentar atrás. Quando entro no carro, ali atrás tem um homem, muito parecido com Bella. Alto, moreno, e forte, muito forte. Sua camiseta mostra perfeitamente o tamanho dos músculos em seus braços. O cumprimento, e ele se apresenta. Então esse é o famoso Rick de quem Isabella tanto fala. Isabella continua seu caminho até o barzinho, e eu sigo olhando pela janela. Seus olhos estão em mim. Penso. Sinto que ele continua me olhando, e isso me deixa ainda mais nervosa. Eu me considero bonita. Não sou uma esbeldade dessas de passarela, mas sou razoável. Tenho 1,70 de altura. Cabelos negros e caheados, pele n***a um tom que costumo dizer "café com leite". Com seu olhar ainda sobre mim, chegamos ao barzinho. Isabella enlaça seu braço no meu, mesmo gesto que faz na faculdade. E seguimos até onde ja estão o pessoal da delegacia, todos me cumprimentam e depois começam a escolher a bebida. -O que você vai escolher hoje? -Um dos rapazes pergunta. -Água com gás. -Não bebe? -Não. -Ok. Ele sai com mais uns dois rapazes e eu e Bella começamos uma conversa com as outras mulheres do grupo. De vez em quando percebo o olhar de Henrique, mas logo depois de encará-lo de volta, ele desvia o olhar. Acaba sendo uma noite ainda melhor do que imaginei. Todos são muito legais e acolhedores, depois de iniciar nossa conversa, a hora passou que nem vi. -Bella, vou ao banheiro. -Claro, eu preciso ir também. Assim como eu, Bella não está bebendo pois é ela quem está dirigindo. Estou lavando minhas mãos quando ela sai e vem para o meu lado. -E ai... O que achou do meu irmão. Ela é direta. Sempre foi assim, desde que a conheço. -Achei um homem normal. -NORMAL? Ela grita. -Bella. Eu vim até aqui depois de muita insistência sua. Você me prometeu que não iria me jogar pra cima de ninguém. Ela deixa os ombros caírem. -Tudo bem, mas eu não vou desistir. Reviro os olhos. -Claro, pois é mais fácil arrancar sua cabeça do que tirar uma idéia dai. Ela ri. -Eu amo você Izzi. E também amo muito meu irmão. Só estou ajudando vocês. -Você me ajudou bastante essa noite me apresentando o pessoal da delegacia, na segunda ja estarei mais familiarizada, obrigada. -Não tem de quê. Vamos? É claro. Enquanto seguimos de volta ao nosso grupo, tenho a sensação de que alguém me observa, assim que chegamos, vejo que todos estão ali. Mas a sensação continua, observo desfarçado pra ver se encontro mas não vejo ninguém. Deixo os pensamentos para lá e contiunuo focada na conversa. .......................... Saímos do barzinho ja era madrugada, depois de me deixarem no meu prédio, subo as escadas correndo, ainda sinto que tem alguém me observando. Quando passo pela porta e a tranco, respiro aliviada. Que sensação horrível penso. -Oi garoto! Cumprimento Oliver, que assim que passei pela porta, veio correndo me encontrar. -Também senti saudades. Confirmo que tranquei a porta e vou tomar um banho. Depois de vestir meu pijama, deito na cama com Oliver ao meu lado. -Sabe Oliver, estou pensando em alugar uma casa pra gente, assim você não precisa ficar preso dentro desse apartamento minúsculo o dia inteiro. Como resposta ele me dá uma lambida. -Ok Ok. Ja chega. Boa noite meu amigo. Abraço ele e durmo. Eu reclamo de ter ele deitado na minha cama todos os dias, mas não desgrudo a noite inteira. .............. Na manhã seguinte, resolvi sair para passear com Oliver, ja que agora não trabalho mais na lanchonete. Coloco a coleira nele e descemos as escadas, apesar de ser vários blocos de kitnet, aqui é um lugar muito bem ageitado. Após descermos as escadas, cumprimento alguns de meus visinhos e sigo caminho para um parque onde posso soltar Oliver um pouco. No caminho ainda em frente ao conjunto de bolcos onde moro, um homem resolve se desencostar da parede logo quando estou passando. Ele lia um jornal e esbarra contudo em mim. -Me desculpe moça. Um frio me percorre no calor de trinta graus. -Está tudo bem. Mas ao contrário de minha fala, Oliver começa a latir feito um louco. Em todo o tempo que eu tenho ele, ele nunca latiu tanto. -Está tudo bem amigão, foi só um esbarrão. Vem vamos passear. Saio puxando Oliver até que consigo finalmente faze-lo parar de latir...
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