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1809 Palavras
Capítulo 24 Imperador narrando Eu passei a noite em claro me drogando no quarto, eu tinha quebrado o quarto inteiro, Gabriel bate na porta e me encara. — Fazer isso vai te ajudar meu irmão? – ele pergunta me encarando – eu te disse desde o começo que você estava jogando um jogo perigoso. — Você sabe porque eu fiz tudo aquilo. — Está na hora de contar a ela toda a verdade – ele fala – não dá mais para ficar escondendo. — Jamais – eu falo para ele – eu jamais vou contar a ela toda a verdade. — Não está vendo quanto tudo isso machucou ela? – ele pergunta — Se ela souber a verdade, machucaria ainda mais – eu falo para ele – não só ela, mas como Rafael também. — Que m***a c*****o – ele fala — Me deixa, vai embora daqui! – eu falo nervoso — Imperador, me escuta ! – ele fala – tu perdeu a mulher da tua vida por esconder esse segredo, olha toda a m***a que aconteceu, tu se afundou, tu não está vendo? E ainda por cima afundou ela também. — Posso ter errado em esconder, mas eu fiz o que eu achava certo. — E o que tu achava certo, era errado! – ele fala — Vaza c*****o – eu falo para ele — Eu te avisei, não esqueça disso! – ele fala me encarando Ele sai e eu continuo ali fumando, logo adormeço e acordo com o despertador, uma dor de cabeça da p***a, vou direto para o banho, tomo um banho e quando desço, sinto um cheiro de café. — Janaina? Maria? – eu pergunto e vou até a cozinha. — Bom dia meu amor, sentiu a minha falta? – Fabiene fala e olho para a mesa vendo a mesa toda preparada para o café – acho que não tinha que ser diferente, a minha primeira manhã ao meu retorno no morro. — Você não retornou, você vai embora ! – ele fala — Eu retornei ao morro , sim Imperador! – ela fala me encarando – Vem, vamos tomar café da manhã que nem antigamente – ela fala abrindo um sorriso e eu a encaro. Capítulo 25 Fabiene narrando Ele se senta na mesa eeu me sento na sua frente, eu pego e sirvo o seu café como sempre e o entrego, ele me encara me observando nos mínimos detalhes, eu sei que agora ficarf em pé de guerra poderia ser pior. — Miguel, o nome dele? – ele pergunta — Do seu filho? – eu questiono – é, mas não se preocupa ele não sabe que você existe. — Porque Você foi embora – ele fala — Você sabe porque eu fui embora, se não ficou claro, eu te mostro o vídeo – eu respondo — Você veio até a minha casa para a gente discutir? — O que foi? Já passou a raiva, ou passou quando você percebeu que isso tudo aconteceu por sua causa? Ele toma o café e quando ele coloca na boca o café, ele cospe. — Esse café está salgado – ele fala nervoso — É para mostrar para você que a minha volta não é doce, somente a minha vingança. — Você está dizendo que veio para o meu morro para se vingar de mim? — Se você quiser que isso aconteça – eu olho para ele — O que você quer Fabiene? – ele pergunta — Várias coisas – eu falo para ele – mas vamos começar – eu pego o envelope que coloquei em cima da cadeira e o entrego – que tudo isso pode virar provas contra você na policia, isso tudo, foi o que Eduardo descobriu de todos vocês aqui, pensa – ele abre – se tudo isso chegar até a policia? — Porque você entregou para ele, você disse tudo a ele. — Não – eu falo para ele – você é tão burro, que até mesmo Miguel é capaz de descobrir tudo isso de você, porque você não é capaz de esconder nem cem gramas de drogas. — Chega, você não vai me insultar no meu morro. — Miguel, é meu filho e seu filho, ele é herdeiro desse morro, um filho homem – eu o encaro – nesse momento, muita gente vai vir atrás dele, está planejando vir atrás dele, se Eduardo ficar vivo, ele não vai pensar duas vezes antes de vir atrás dele. — Porque você foi embora! – ele fala dando um soco na mesa – você foi embora estando grávida. — Admite que você é um filho da p**a – eu olho para ele – custa você admitir isso? — Aquele vídeo não prova nada. — Ah não – eu olho para ele rindo – aquele vídeo, você estava comendo outra c*****o, ai eu me pergunto quantas você comeu enquanto a gente estava junto? Ele coloca a cabeça para trás e respira fundo. — Não se preocupa – ele fala me encarando – Miguel está protegido aqui dentro, ninguém vai fazer m*l a ele – eu olho para ele – sobre isso – ele joga em minha direção – entrega para policia, faz o que você bem entender, isso não me coloca medo Fabiene – ele se levanta – alias, passo mais tarde para conhecer meu filho. — Você não vai dizer a ele que você é pai dele – eu falo e ele me encara — Porque não? — Isso é algo que precisamos conversar com ele, vai bagunçar a cabeça dele. — É claro, ele entende que o policial é pai dele e não eu. — Porque você me traiu e eu fui embora me sentindo enganada e traída – eu falo para ele e ele me olha. — Eu passo mais tarde assim que ele acordar para conhecer meu filho. — E o nosso acordo? – eu pergunto para ele. — Você sabe a resposta – ele fala saindo. Capítulo 26 Imperador narrando Assim que eu entro na boca, eu encontro Rafael e Gabriel cada um em uma mesa fazendo algo, ambos me encaram. — Bom dia – eu falo — Bom dia – Gabriel fala e Rafael se mantém em silêncio e eu vou até a mesa dele e ele me encara. — Preciso que envie alguém para terminar o serviço que a Fabiene começou com aquele policial – eu falo e ele me encara – o mais rápido possível, ele não pode sobreviver. — Vou fazer isso agora mesmo – Rafael fala — Ok. Eu saio da boca e me aproximo do vapor que era responsável pela segurança das entradas do morro. — Imperador – ele fala — Reforça as barreiras – eu falo para ele – todo mundo que entrar precisa se cadastrar, nome, endereço, cpf e número de telefone, se não for do morro, só sobe se o conhecido vir até a entrada, se não conhece ninguém, vaza entendeu? — Pode deixar – ele fala — Outra coisa – eu falo para ele – se tu ver policia rondando ou suspeito, mete bala, não importa se está fardado ou não, se for suspeito mete bala. — Pode deixar – ele repete. Eu encaro Fabiene descendo o morro e ela me olha, depois vira o rosto e vai até a casa de Rafael. Eu pego meu celular e disco o número. — Imperador faz tempo que você não liga – ele fala — Eu quero no meu morro a pessoa que enviou a porcaria do vídeo para Fabiene, você entendeu? – eu falo — Não estou entendendo. — Está entendendo sim e se não tiver, vá agora entender o que eu estou falando. Eu quero a pessoa no meu morro o mais rápido possível. — Que vídeo? Quando? — Da ultima vez que eu estive ai – eu falo para ele – você sabe muito bem o que aconteceu, alguém enviou um vídeo para Fabiene, descubra porque se não tiver um culpado ou uma culpada, quem vai morrer é você! Capítulo 27 Fabiene narrando A primeira coisa que eu faço quando chego de volta é ver se Miguel acordou, ele ainda está dormindo e preparo seu café da manhã, estava pensativa com a minha conversa mais cedo com imperador, mas senti que de alguma forma ele baixou a bola dele. Eu queria mesmo era pegar meu filho e sumir do mapa, recomeçar nossa vida bem longe, mas não era esse o momento, até porque estava sendo procurada em todos os cantos. Abro meu celular e as redes sociias só tinha a minha cara ‘’ confeiteira renomada atira em marido policial . ‘’ E o povo tascando lenha em mim, eu pego o celular de Eduardo e ligo no notbook baixando tood sos áudios e vídeos, se ele ficar vivo, isso me serviria de muito. Poderia jogar agora? Poderia. Mas ele está em coma, na UTI, se ele ficar vivo, não quero perder o gosto de ver o povo massacrando ele da mesma forma que estão me massacrando, porém, acredito que não terá nem a metade do m******e, porque ele é homem! Miguel acorda, dou um banho nele, deixo meu nenê cheiroso e Maria tinha comprado umas roupas para ele, logo descemos , dou seu café da manhã e coloco ele para brincar com alguns brinquedos que comprei na descida da casa do Imperador. Maria tinha saído, ela tinha faculdade. — Quero mais torrada – Miugel pede — Você fica olhando os livros, eu já volto. Ok? – eu falo — Ta bom mamãe. Eu te amo — Eu também – dou um beijo em sua testa. Eu vou até a cozinha e preparo sua torrada com presunto, queijo e manteiga que ele amava, deixo bem torradinho, corto elas em pedaços pequeno, coloco o suco natural de laranja que ele amava e quando vou para sala, eu paraliso na porta. Eu fiquei dez minutos fora o suficiente para o Imperador aparecer na sala, seu olhar vem até mim e depois ele olha para o filho, ele estava do lado de Miguel brincando com ele. Essa cena me doeu um monte, como se tivesse me quebrado literalmente por dentro, porque nesse momento me veio na cabeça, que a gente poderia ser uma família há dois anos, poderia ter sido uma família há dois anos mas a gente não foi, por erros, consequencias das traições dele. Mas jamais mostraria o meu ponto fraco a ele, jamais mostraria a ele que de laguma forma, a sua traição ainda doía em mim, por mais que fosse pouco. — Miguel, sua torrada está pronta – eu falo para ele – eu já não disse meu amor, que não deve falar com estranhos? — Ele disse que era seu amigo mamãe – ele fala — E eu sou, não é mesmo Fabiene? – Imperador pergunta.
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