MANUELA . . .
Abracei meu próprio corpo enquanto
subia até a casa de indolacao. 0
horário era tarde porque só consegui
sair do trabalho agora. Olhava para
todos os lados assustada, ouvia umas
piadinhas aqui e ali. Apesar de aqui no
morro ser terminantemente proibido o
estupro, tem doido para tudo, né?
Lobo: Fala tu, Manuzinha. Tá fazendo
o que aqui essazora?- pergntou assim
que cheguei perto dele.
Eu: Vim saber se minha tia tá devendo
algo, recebi meu salário hoje.- ele
revirou os olhos.
Lobo: Já te disse que não deixo você
pagar o que aquela nóia usa, só em
útimo caso.- foi minha vez de revirar
os olhos, não gosto quando se referem
a ela assim.- Vem de teimosa que é.
Vou ali no chefe pra dizer que vou te
deixar em casa, fica aí.- concordei com
a cabeça.
Depois da Luana, o Alexandre era a
pessoa que eu mais confiava. Viramos
amigos depois que minha tia desmaiou
na boca, ele ficou com pena de mim e
me ajudou a levar ela até lá em casa.
Sempre que dá ele brota lá em casa
porque adora minha comida.
A porta da salinha abriu revelando
o Lobo, depois o R9 e em seguida um
homem que nunca vi por aqui, ele
gargalhava mas quando me viu fechou
a cara. Ele me olhou dos pés a cabeça,
fiquei um pouco incomodada. Eles
fizeram um toque, o Lobo veio até
mim e saiu me puxando pela mão até
moto.
Lobo: Posso bater aqui amanhã pra
comer aquele rango maneiro que tu
faz?- perguntou assim que chegamos
em casa.
Eu: Clar0.- sorri para ele.- Obrigadae
boa noite, que Deus te proteja.- dei um
beijo na bochecha dele.
Lobo: Fé pra você também.- acenei.-
Manuela.- me chamou quando eu já
estava na porta, virei para ele.- Você
não tem obrigação nenhuma com tua
tia, as chances dela já acabarama
muito tempo. Percebe isso antes que
seja tarde.- acelerou e foi embora.
Entrei e fui ver logo em que estado
ela se encontrava, hoje pelo menos
conseguiu chegar na cama. Tomei
banho, vesti o baby doll e caí morta
na cama, antes escondi o dinheiro de
pagar as contas amanhã. . .
. . .
Levantei atrasada, que saco,
odiava chegar fora do horário. Me
arrumei rapidinho e desci o mnorro
praticamente correndo.
Eu: p**a merda.- esbarrei em alguém.-
Desculpa.- olhei para cima e era o
carinha da boca que não sabia o nome.
XXx: Vai tirar a mãe da forca? Olha por
onde anda, pô.- que voz grossa, meu
Deus.
Eu: Desculpa.- desviei dele e segui meu
caminho.
Consegui chegar na hora, aula de arte,
mereço. Quando bateu o sinal avisando
nossa saída quase chorei, aleluia.
Não conversei com o pessoal para
chegar em casa mais cedo, ia fazer
o macarrão com molho brancoe
frango que o Lobo adorava.Preparei
rapidinho, estava tirando do fogo
quando ouvi o portão batendo.
Eu: Pensei que não ia vim mais,
amor...- parei de falar ao notar que ele
não estava sozinho.
Lobo: Esses caras que mne embaçam,
vieram tudo filar bóia, não arranjam
uma fiel pra fazer a comida deles.- me
deu um abraço.
R9: Ele quer que eu enfrente toda
aquela burocracia por causa de um
prato de comida.- ri, o R9 era o dono
do morro e muito engraçadinho,
com quem ele conhecia, já tinha
conversado com ele algumas vezes.
Eles entraram fazendo aquela
algazarra, eles vírgula, só o Lobo e o
R9 porque o outro ficou só observando.
Fiquei sem graça quando percebi que
estava vestindo um short curtíssimo
e um cropped também curtinho mas
resolvi deixar para lá, já vi menina
com bem menos roupa na rua.
Botei o prato deles e entreguei para
Cada um. Comneram entre muitas
risadas, O outrO não desfez a cara
fechada em nenhum momento. A única
coisa que falou foi "obrigado" antes de
sair, como o ser humano pode viver assim . . .