Eu não conseguia respirar. O mundo inteiro parecia distante, abafado, como se eu estivesse afundando no fundo de um oceano escuro enquanto a voz daquele homem ecoava repetidamente dentro da minha cabeça. “A moça foi atropelada.” Não. Não podia ser ela. Meu coração começou a bater tão forte que doía fisicamente. Uma dor brutal, esmagadora, como se alguém estivesse apertando meus órgãos com as próprias mãos. — Dorian, se acalma! — Clara segurou meu braço. Eu me desvencilhei dela imediatamente. — Não toca em mim! Minha voz saiu descontrolada, tomada pelo pânico. Meu pai veio na minha direção tentando manter a postura calma de sempre. — Você está fora de si. Não pode dirigir assim. Eu ri sem humor, sentindo os olhos queimarem. — Fora de mim? A mulher que eu amo pode estar morrendo

