O dia amanheceu com sol, mas na mansão da vingança, o clima era de tempestade planejada. Eloá estava sentada no centro da sala, em seu trono simbólico — uma poltrona de veludo verde, com um copo de mimosa na mão e um laptop no colo. Usava um robe de seda com estampas douradas, pantufas felpudas e um coque impecável no alto da cabeça, como se estivesse prestes a conceder uma audiência real. Letícia, Caio e eu estávamos em volta, ouvindo como súditos atentos. — Meus amores — começou ela, com o tom melodramático de sempre —, a Barbie caiu. E não foi uma queda qualquer, foi um tombo de salto 15 com glitter e unha de acrílico. Todos rimos. — A câmera que mandei instalar em frente à cobertura dela não falhou. E ontem... — ela clicou no mouse e girou o notebook na nossa direção — Daniel saiu

