Depois que terminamos de comer, a dona Cida fez questão de abraçar nós dois com carinho. — Deus abençoe vocês, meus filhos. Sorri, sincero. — Amém, dona Cida. Ela ainda insistiu pra gente levar um pedaço de bolo cada um. O Grego aceitou na mesma hora. — Se eu carreguei geladeira e guarda-roupa, tenho direito à recompensa. A dona Cida caiu na risada. Eu balancei a cabeça. — Cara de p*u. — Cara de p*u nada. Trabalhador merece café e bolo. Nos despedimos e seguimos até a moto dele. O Grego colocou o capacete, virou pra mim com cara de poucos amigos. — Sobe logo. Subi na garupa. Assim que a moto começou a cortar as vielas, ele resmungou baixo. — Nunca mais... Segurei a risada. — O quê? — Nunca mais eu vou atrás de tu quando tu sumir. Fiquei quieto, sabia que vinha mais. — Da p

