O mundo não muda com discursos. Muda com silêncio. Naquela madrugada, a cidade acordou sem saber que duas famílias deixariam de existir como forças separadas. O céu ainda estava escuro quando Matteo fechou a porta do escritório e olhou para Lorenzo. — É hoje. Lorenzo assentiu. — Não haverá mais divisões. No quarto ao lado, Giulia embalava Noah nos braços. O bebê dormia com a respiração leve, alheio ao peso que carregava no sobrenome e no destino. — Vocês vão sair — ela disse, sem olhar para eles. — E voltar diferentes. Matteo se aproximou. — Vamos voltar donos. Giulia levantou o olhar. — Donos de quê? — Do que sobrar — Lorenzo respondeu. Ela segurou Noah mais forte. — Então não voltem vazios. Matteo tocou a testa do filho. — Ele vai crescer sem ouvir falar de guerra entre i

