A casa estava em silêncio. Não o silêncio tranquilo. O silêncio tenso, carregado de coisas não ditas. Giulia estava sentada na beira da cama, abraçando os próprios joelhos. Ainda sentia o corpo quente dos beijos interrompidos, das mãos que quase cruzaram limites, da guerra que tinha se formado entre os dois homens que ela amava. Porque sim… Ela os amava. De formas diferentes. Com dores diferentes. Com desejos que não sabiam mais se separar. A porta rangeu. Ela levantou o olhar. Era Lorenzo. — Matteo está no escritório — disse. — E está quebrando coisas. — Eu também estou — ela respondeu. — Só não faço barulho. Ele se aproximou devagar. — Você quer mesmo isso? Giulia não fingiu. — Quero vocês dois. O ar ficou mais pesado. — Não por confusão — ela continuou. — Mas porque e

