Me doía ver o Roberto em uma cadeira de rodas, imagina você ver a pessoa que você ama paraplégica, com certeza não é fácil pra ninguém, e não estava sendo pra mim. Cada dia eu torcia mais e mais pra ele ficar bom. Julia me dava total apoio com aquela situação, me dizia que iria ficar tudo bem, e que ele voltaria a andar. Queria tanto acreditar nisso, mas eu estava tão triste por ele, que não tinha forças nem para tentar ser forte. O tempo ia se passando e todos os dias, eu e Julia íamos à casa de Roberto visitá- lo. Ficávamos conversando, jogávamos alguns jogos, escutávamos música, e eu passava as matérias para ele. E com o tempo Roberto foi voltando a sorrir, voltando a ser aquela pessoa feliz que eu havia conhecido. Ele passou a não frequentar mais as aulas, e todos os dias eu olhava p

