POV Anastácia O relógio marcava quase meio-dia quando a porta finalmente se fechou lá embaixo. Eu ainda estava no quarto, sentada na beira da cama, com o coração batendo forte e a vergonha me queimando viva. i****a. Mil vezes i****a. Desci como se nada estivesse acontecendo, como se estivesse na minha casa, com minha camisa preferida. Só que não era minha. Era dele. E os olhares… meu Deus, aqueles olhares. Não era só desejo, era julgamento. E Cael. O jeito que ele me mandou subir, a voz cortante como uma navalha... me atravessou. Não porque ele gritou. Mas porque eu vi o fogo no olhar dele. Ele tava puto. Mas não só com os caras. Comigo também. E mesmo assim, eu não consegui ficar com raiva. Porque tudo em mim gritava ele. Era como se meu corpo fosse imã e ele fosse aço. Fiquei ali, de

