POV Anastácia Acordei com a sensação de que tinha voltado à vida por um triz. O quarto estava escuro, mas a claridade da rua atravessava a cortina, desenhando listras de luz amarela no teto. Havia um zumbido constante no meu ouvido, como se o mundo estivesse longe de mim. A dor no corte tinha diminuído, mas ainda pulsava — como um lembrete de que estou viva. E do meu lado… ele. Cael. Sentado numa cadeira, braços cruzados, cabeça encostada na parede, o corpo tenso mesmo dormindo. O peito subia e descia devagar, mas o maxilar estava travado. Como se mesmo no sono ele não conseguisse relaxar. Fiquei observando. O homem que me odiou, depois me usou, depois me protegeu... e agora estava ali. Cuidando de mim como se o mundo inteiro dependesse disso. Aquela imagem… ela doía. Mas não doía c

