Quando o Silêncio Fala Demais

1278 Palavras

POV Cael O som dos tiros parou antes do nascer do sol. Mas não era paz. O Morro conhecia bem esse silêncio — aquele que vem depois do ataque, quando a munição acaba e os corpos esfriam. É o momento em que as sombras rastejam, e os vivos contam os dedos pra ver se ainda têm todos. Eu tava com as mãos sujas de sangue — de outro homem, não do meu. E, sinceramente, isso já não fazia diferença. Quando você lidera um lugar como esse, o sangue vira parte da sua pele. Tem dia que seca. Tem dia que grita. Max me alcançou no beco de trás do galpão, onde dois corpos ainda aguardavam pra serem levados. Ele olhou os corpos por um segundo antes de levantar o olhar. — Tive notícia — disse, curto, direto. — Não foi Torres. Minha mandíbula travou. — Quem foi, então? — Ratão. Do Morro da Serra. Eng

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR