POV Anastácia O cheiro de sangue fresco é mais doce do que deveria ser. E isso me enjoa. Me faz querer rasgar a pele fora e sair correndo até meus pulmões implorarem por ar. Mas eu não corro. Eu olho. O corpo do menino está estirado no chão de terra, os olhos ainda abertos, congelados em pavor. Um moleque de 14 anos, talvez 15, com a camisa rasgada, um dos tênis faltando… e no peito, cravado como um troféu c***l, um relógio de ouro quebrado. — p**a merda… — Max murmura, ajoelhando ao lado. Ele já viu morte demais. Mas nem ele consegue fingir que isso aqui é só mais um número. — Isso é o Ratão. Eu tenho certeza. O sangue seca rápido no calor do morro. E o relógio... ele brilha. Mesmo quebrado. Mesmo macabro. Cael para atrás de mim, braços cruzados, mandíbula travada. Imóvel como uma

