No início sentiu-se uma brisa extremamente quente, um tórrido sopro, uma manifestação inexplicável que contrastava com o abraço gélido oferecido pela noite típica de inverno. Parecia que algumas partículas em suspensão no ar atraíam-se mutuamente. Havia uma espécie de choque. Ouvia-se um suave tilintar. Logo, formou-se um círculo espiralado, um movimento incomum que culminou com o surgimento de um vórtice iluminado. Mas não era uma iluminação viva, na verdade era como se o deslocamento de ar sugasse a pouca luminosidade do local e a devolvesse como as sobras de um consumo ávido. Suavemente, o deslocamento do ar quente pareceu retroceder. Então, uma massa disforme começou a tomar corpo, em substituição ao redemoinho que ali estivera. O ruído, semelhante ao som produzido por

