As coisas não iam nada bem em Abaruna, uma pequena cidade encravada na serra fluminense. Um lugar aprazível, de clima ameno, com rios e cachoeiras onde muitos mergulhavam a fim de restabelecer suas forças, exauridas pelo trabalho diário. Com essas qualidades, havia ganhado o apelido de “Pedaço do Céu”, que estava grafado em uma placa, no pórtico da cidade. Sua economia girava em torno da pecuária, onde os mais ricos criavam bois, enquanto os mais pobres, cabras. Sepúlveda era um deles. Havia se mudado para lá há um ano com Margarete, sua esposa, buscando uma vida melhor. Levantava todos os dias às cinco da manhã. Ordenhava algumas cabras, depois soltava todo o rebanho para pastar, recolhendo-os à tardinha. Com o leite, sua dedicada esposa fabricava queijos que eram vendido

