Sempre tivera uma impressão errada do serviço de guardião noturno. Principalmente por conta da imagem impregnada no consciente coletivo, formada por anos e anos de bombardeio de filmes americanos. A visão era clara: um uniforme parecido com o da policia, um cassetete e uma lanterna para iluminar um labirinto de corredores. Realidade e expectativa são separadas por um abismo. Nada de uniforme. O cassetete é um pedaço de madeira arranjado por ele mesmo e que lhe enche a mão de farpas. Não tinha lanterna, pois todas as luzes posam acesas. Não precisa percorrer todos os corredores, pois do pátio central tem uma visão de quase todos os cantos da escola. Onde a visão não alcança, ele julga ser sem importância. Na verdade lhe falta um pouco de coragem para chegar mais perto e ver

